[Talk-br] Hierarquia das rodovias

Vítor Rodrigo Dias vitor.dias em gmail.com
Segunda Maio 20 11:40:16 UTC 2013


Pedro,

Só uma adição: acho que as BR-2xx e 3xx também merecem importância no seu
fluxograma. Não dá, por exemplo, para descartar a importância de uma
BR-262, BR-230, BR-381, BR-365 e por aí vai. Acho que só as BR-4xx poderiam
ser primary na sua proposta.

Abraços!


Vítor Rodrigo Dias
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Em 20 de maio de 2013 05:48, Pedro Geaquinto <pedrodigea em gmail.com>escreveu:

> Oi pessoal.
>
> Como prometido, fiz os fluxogramas. Acho que ajudaria os iniciantes a se
> habituarem com nossas adaptações ao sistema inglês.
> Mesmo assim, vão haver muitos erros. Aqui no Rio percebo que os novatos
> não se importam muito com a hierarquia e muitas vias que devem ser
> tipicamente tertiary estão com a tag secondary. Só querem dizer que aquela
> rua é importante.
> Não é um problema muito grave, já que para quem está habituado é bem
> trivial entender o sistema e corrigir toda uma região de uma vez.
>
> Voltando aos fluxogramas, fiz 3 versões para o meio rural:
>
> - Um muito próximo do que está escrito na wiki, que é a interpretação
> livre do Gerald: http://i.imgur.com/2IAfQT7.gif
> - Um intermediário da minha sugestão. Só com alguns parâmetros a mais que
> adicionei, para padronizar por exemplo o uso de "unclassified":
> http://i.imgur.com/rcY2LC6.gif
> - Minha sugestão. Com o conceito de "importância" que depende da
> interpretação da comunidade: http://i.imgur.com/MsqrZlp.gif
>
> Ah, e quanto a essa questão (meio off) de que se houvesse infraestrutura
> não haveria essa indagação: foi exatamente assim que eu comecei a me
> questionar. Essas vias que eu sugiro serem marcadas como trunk, por serem
> mais importantes que meras primary, deveriam ter sido duplicadas há tempos
> pelo tráfego pesado que recebem. Acaba que no Brasil temos corredores muito
> importantes com um formato totalmente desproporcional. É um atraso que
> temos no país, infelizmente.
>
> Um abraço!
>
> Pedro
>
>
> Em 19 de maio de 2013 01:26, Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>escreveu:
>
> Gerald, pensei mais um pouco sobre a questão, tentei refinar o texto
>> que eu coloquei no wiki, e acho que concordo com você que motorways
>> precisam ter acostamento e pelo menos 2 pistas, senão dirigir na
>> velocidade máxima (e eventualmente ter que parar por causa de
>> problemas com o veículo) seria de fato muito perigoso mesmo para um
>> motorista habilidoso. Seria certamente um caso de "velocidade
>> incompatível com a via", um erro grosseiro do nosso governo, e a via
>> não corresponderia aos requisitos mínimos de uma autoestrada pelos
>> padrões internacionais. Para as trunk, que são de 80 km/h, acho
>> possível que sejam de pista simples (como na sua segunda proposta), há
>> muitas rodovias nacionais assim aqui no RS e elas são relativamente
>> seguras. Eu fui tentar fundamentar melhor isso procurando nos artigos
>> da Wikipédia sobre esses tipos de via pelas palavras "acostamento" e
>> "shoulder" e só as encontrei no artigo referente a autoestradas.
>>
>> Estou relendo as suas propostas anteriores e pensando como posso
>> conciliá-las com o que eu escrevi no wiki, aceito sugestões. Reli
>> também algumas páginas no wiki, onde notei que o texto da sua proposta
>> é bem parecido com o que está lá.
>>
>> 2013/5/18 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
>> > Concordo que é complicado para um iniciante (eu já fui um) e acho que
>> > o seu guia seria ideal para vias recém mapeadas, que ainda não constam
>> > no mapa. Desde o início eu senti falta de uma especificação mais clara
>> > do que cada coisa é.
>> >
>> > O meu problema é com as vias existentes. Há várias que não são primary
>> > e não têm uma tag note explicando o motivo da diferença. Como saber,
>> > então, se foram classificadas desta forma por um motivo
>> > suficientemente "forte"? Eu diria inclusive suficientemente
>> > "coerente", compatível com as expectativas de um usuário do
>> > OpenStreetMap que, digamos, vem de outro país - por exemplo, turistas.
>> > Sei que a maioria deve estar com a classificação que resultou de algum
>> > processo de importação de dados em massa de alguma outra base de dados
>> > (cuja qualidade eu desconheço). Seria interessante que a importação
>> > estivesse descrita em algum lugar para sabermos quais os critérios que
>> > foram usados.
>> >
>> > Se você quiser, podemos, por exemplo, acrescentar à regra que todas as
>> > vias "motorway" precisam de acostamento. Ao escrever a regra dessa
>> > forma, eu me baseei na definição da via no artigo em inglês
>> > (http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Motorway) que começa dizendo: "Use
>> > highway=motorway to identify the highest-performance roads within a
>> > territory". Não entrei nos detalhes do número de pistas e da separação
>> > dos sentidos para não tornar essa regra muito complexa, mas se você
>> > acha fundamental isso, vamos acrescentar.
>> >
>> > Eu penso que os casos que você citou (motorways a 60km/h e vias sem
>> > acostament a 110km/h) são as exceções da regra e claramente são erros
>> > de projeto ou de administração do governo. Esses são os casos em que
>> > eu acho que vale à pena discutir e anotar na tag note a justificativa.
>> > Os outros (a maioria) não.
>> >
>> > O que eu quero saber é com o que a comunidade (brasileira) concorda e
>> > discorda, especialmente para fundamentar a discussão dos casos
>> > ambíguos. Eu ainda estaria mapeando várias vias como "track" onde não
>> > fossem pavimentadas se não tivesse levantado a questão, e talvez daqui
>> > a alguns meses (ou anos) alguém ia ter que desfazer tudo o que eu fiz
>> > porque a opinião da comunidade tendeu a outra coisa. E assim como eu,
>> > outros podem estar mapeando segundo as suas próprias impressões.
>> >
>> > 2013/5/18 Gerald Weber <gweberbh em gmail.com>:
>> >> Oi Fernando
>> >>
>> >> eu ia escrever um email dizendo que estava meio perdido no meio de
>> tantos
>> >> comentários, até que veio este pondo ordem na casa. Legal, obrigado
>> >> Fernando.
>> >>
>> >> Uma coisa que precisamos ter em mente é o seguinte: comparado com a
>> malha
>> >> viária européia densa (na qual a o OSM é fortemente baseado), a malha
>> >> Brasileira é muito esparsa. Mesmo estradas que para padrões normais
>> seriam
>> >> secondary ou tertiary aqui no Brasil teria que por primary porque
>> >> simplesmente não existem outras opções.
>> >>
>> >> Isto é um fator que em grande parte inviabiliza uma busca por
>> hierarquias
>> >> viárias coerentes (motorway terminando em trunk, que termina em primary
>> >> etc). A nossa realidade é outra.
>> >>
>> >> Da mesma maneira, a atribuições de velocidades das rodovias é muito sem
>> >> qualquer padrão. Já andei em rodovias tipo motorway onde se colocou
>> >> velocidade máxima de 60km/h e rodovias sem acostamento com velocidade
>> máxima
>> >> de 110 km/h.
>> >>
>> >> Na prática, a velocidade real de transito acaba sendo bem outra. No meu
>> >> exemplo da BR-101 no norte do Espírito Santo, minha velocidade média
>> não
>> >> passou de 60 km/h.
>> >>
>> >> Assim, tem hora que nem sei se compensa tanto entrar em tantos detalhes
>> >> assim sobre o que dever ser primary, secondary ou mesmo tertiary.
>> >>
>> >> O que precisamos é um guia simples que orienta o mapeador
>> (principalmente
>> >> aquele que inicia no OSM) e principalmente que orienta no seguinte
>> >>
>> >> para rodovias novas no OSM, escolha um tipo de highway= preliminar, na
>> >> dúvida ponha primary
>> >> se a rodovia já existe, deixe a highway= como está, a menos que tenha
>> um
>> >> motivo muito forte para mudar
>> >> acrescente a fonte dos seus dados novos em source=
>> >> se alterou a highway= acrescente uma tag note= explicando sua escolha
>> pelo
>> >> tipo de highway
>> >> na dúvida, discuta com o grupo no talk-br em openstreetmap.org
>> >>
>> >> abraços
>> >>
>> >> Gerald
>> >>
>> >>
>> >> 2013/5/18 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>
>> >>>
>> >>> Revisei o meu rascunho e coloquei no wiki:
>> >>>
>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#M.C3.A9todo_objetivo
>> >>>
>> >>> Tentei incorporar as visões do Nelson e do Gerald sobre o uso de
>> >>> "highway=track", mas não sei se ficou bom o bastante. Acho que há
>> >>> espaço para melhorias, então vamos discutindo, talvez votando quando
>> >>> houver divergências ou surgirem idéias melhores, e melhorando essa
>> >>> metodologia.
>> >>>
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