[Talk-br] Hierarquia das rodovias

Fernando Trebien fernando.trebien em gmail.com
Segunda Maio 20 16:08:57 UTC 2013


Eu concordo com tudo que o Pedro e o Gerald disseram (com o que o
Vitor disse sobre as BR-4xx eu precisaria estudar mais) e achei os
fluxogramas muito bons.

Mas o problema que eu tentei abordar desde o começo é a ambiguidade
nas interpretações do que é comparativamente mais "importante" (qual o
raio de comparação?), do que é "vicinal", do que é uma "pequena"
conurbação, e até o do que é "paralela" (pois nenhuma via é
absolutamente reta). Foi muito bom marcar as coisas ambíguas em
vermelho no fluxograma para guiar o debate, mas eu marcaria algumas
coisas a mais.

Acho melhor tentarmos nos concentrar nas características mensuráveis
da via para minimizar as nossas divergências. Parece que estamos nos
concentrando na classificação em área não-urbana, então vou considerar
apenas isso a seguir.

Parece que todos concordam que uma "motorway" precisa ter 2 pistas,
acostamento, canteiro central, e (eu defendo) a alta velocidade. Se
faltar alguma dessas coisas, o máximo que ela poderia ser é "trunk".

Para ser trunk, o Gerald e o Pedro parecem concordar que teria que ter
tudo isso exceto o canteiro central, e eu dispensaria a alta
velocidade também. (Em meio urbano, no entanto, uma trunk seria de
velocidade superior (80 km/h) à das avenidas principais (60 km/h) para
corresponder à definição no wiki.)

Isso faria com que as primárias do Gerald que fossem duplicadas e
tivessem acostamento se tornassem "trunk" e concordaria com os
fluxogramas do Pedro.

As primárias, então, seriam parecidas com as trunk, mas de pista
simples e com acostamento. Temos que pensar se o acostamento teria que
ser contínuo ou se aceitaríamos a sua ausência se houver refúgios com
certa frequência.

As secundárias poderiam ser as duplicadas sem acostamento. Isso
indicaria que ainda comportam bastante tráfego mas não foram tão bem
projetadas e podem oferecer alguns riscos. Nesse grupo entrariam
algumas estradas de praticamente todos os níveis administrativos.

(Acho que alguns prefeririam inverter essas duas definições anteriores
de acordo com o que acharem mais importante, segurança ou volume de
tráfego.)

As terciárias seriam então as de pista simples sem acostamento e pavimentadas.

As não-classificadas (unclassified) seriam as de pista simples não
pavimentadas e largas o bastante para fluxo de veículos nos dois
sentidos em quase todo o seu percurso. Seria uma via que bastaria
pavimentar (sem ampliar) para se tornar terciária.

Por fim, sobrariam as trilhas (track) que seriam as de pista simples,
não pavimentadas, onde apenas 1 veículo pode passar por vez.

O que acham? Isso poderia virar uma tabela bem simples para um
principiante seguir sem ter dúvidas.

2013/5/20 Gerald Weber <gweberbh em gmail.com>:
> Oi Pedro
>
> seus fluxogramas ficaram muito legais, parabéns pelo esforço interpretativo.
>
> 2013/5/20 Pedro Geaquinto <pedrodigea em gmail.com>
>>
>>
>> - Um muito próximo do que está escrito na wiki, que é a interpretação
>> livre do Gerald: http://i.imgur.com/2IAfQT7.gif
>
>
> Eu notei que há várias partes na wiki descrevendo as hierarquias das
> rodovias e que não parecem consistentes entre sí. Acho que vamos ter de
> fazer uma busca geral.
>
> Sobre este fluxograma, acho que não ficou muito claro as caixas com
> "vicinal" no caso de rodovias não-pavimentadas e "restrições"  no caso de
> motorway. Eu trocaria "restrições"  por "tem canteiro central, acessos
> especiais e não tem cruzamentos?" ou algo assim.
>
> Trocaria "vicinal" por "é de uso constante, larga e tem manutenção
> periódica?"
>
>>
>>
>> - Um intermediário da minha sugestão. Só com alguns parâmetros a mais que
>> adicionei, para padronizar por exemplo o uso de "unclassified":
>> http://i.imgur.com/rcY2LC6.gif
>
>
> Ficou interessante também.
>
>>
>>
>> - Minha sugestão. Com o conceito de "importância" que depende da
>> interpretação da comunidade: http://i.imgur.com/MsqrZlp.gif
>
>
> Não querendo puxar a sardinha para a minha brasa, mas este fluxograma é o
> que melhor mostra a complexidade em optar por este esquema de classificação.
>
>>
>>
>>
>> Ah, e quanto a essa questão (meio off) de que se houvesse infraestrutura
>> não haveria essa indagação: foi exatamente assim que eu comecei a me
>> questionar. Essas vias que eu sugiro serem marcadas como trunk, por serem
>> mais importantes que meras primary, deveriam ter sido duplicadas há tempos
>> pelo tráfego pesado que recebem. Acaba que no Brasil temos corredores muito
>> importantes com um formato totalmente desproporcional. É um atraso que temos
>> no país, infelizmente.
>>
>
> O país é gigante e pobre, e suas prioridades tem hora são muito estranhas.
> Não vejo como o resultado pudesse ser muito diferente.
>
> Nem por isto podemos marcar as rodovias pelo que elas deveriam ser, quer
> dizer, não faz sentido marcar uma rodovia como trunk por que ela deveria ser
> duplicada mas não é.
>
> mais uma vez obrigado por esta sistematização.
>
> abraço
>
> Gerald
>
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