[Talk-br] Hierarquia das rodovias

Pedro Geaquinto pedrodigea em gmail.com
Terça Maio 21 14:29:43 UTC 2013


Primeiro, "vamos colocar como trunk porque é o que ela deveria ser" nunca
foi meu argumento, aquilo foi um comentário a parte sobre o que acredito
sobre a infraestrutura no Brasil.

Meu argumento é "não há distinção entre vias estaduais com menos
importância que algumas vias federais que são importantes não só para o
estado, mas para o país". Mas em nome da colaboração do OSM, eu relevo a
minha opinião. Poderíamos fazer uma votação só para esse embate
trunk-primary para BRs pavimentadas.

Aí entra outra questão, se uma via é não pavimentada então ela fica
amarrada a uma definição? E ainda mais amarrado a "unclassified"? Como fica
a Transamazônica por exemplo? Acho que pode variar entre secondary (ligando
estados, ou seja, BRs), tertiary (ligando municípios) e unclassified
(pequenas ligações, ligando por exemplo um distrito isolado). Isso se
encaixaria certinho na divisão oficial para as nacionais.

Nova proposta para *rodovias nacionais* (BRs):

Duplicadas = motorway ou trunk
Pavimentadas = primary
Implantadas = secondary
Leito natural = tertiary

Para *vias em geral*, em meio rural, fiz um novo fluxograma [1]:

*Motorway:* pavimentada, 2 faixas por sentido, predomina divisória central,
é r*ecomendável* acostamento
*Trunk:* pavimentada, 2 faixas por sentido, com cruzamentos e/ou sem
divisória central
*Primary:* pavimentada, 1 faixa por sentido, predomina acostamento
*Secondary:* pavimentadas que não se encaixem no perfil acima ou sejam
alternativas àlguma primary
*Tertiary:* não pavimentadas que liguem municípios
*Unclassified:* não pavimentadas em geral
*Track:* não pavimentadas que suportam apenas um veículo por vez

Casos isolados podem ser discutidos na comunidade. Não acho que acostamento
deva servir de parâmetro além do embate primary-secondary.

[1]: http://i.imgur.com/WPlAUhG.gif


Em 21 de maio de 2013 09:58, Gerald Weber <gweberbh em gmail.com> escreveu:

> Olá Pedro e demais colegas
>
> a discussão está interessante e é necessária, mas tem hora que estamos
> andando em círculos.
>
> O grande problema da classificação é a mistura de hierarquia com o formato
> da rodovia.
>
> Eu vejo a coisa da seguinte maneira
>
>
>    - Formato 1: motorway
>    - Formato 2: trunk
>    - Formato 3: primary, secondary, tertiary (aqui é o único lugar onde
>    precisamos de uma orientação)
>    - Formato 4: unclassified (começo a concordar que é uma boa colocar
>    vias não pavimentadas que não sejam track aqui)
>
> Para mim, a discussão de hierarquira deveria se restringuir apenas ao
> formato 3.
>
> Não podemos transformar trunk numa super-primary, ou seja uma primary mais
> primary que a primary. E a razão principal disto é que se fizermos assim
> induzirá o usuário ao erro, possivelmente erros que geram tanstornos e
> custos.
>
> Por isto sou extremamente contra a classificação de vias simples de duas
> faixas como trunk, não importa quão importantes sejam. Por experiência
> pessoal, isto já me induziu ao erro. Felizmente nada grave, mas ainda assim
> me passou uma informação totalmente errada. Se eu fosse um usuário comum e
> não conhecesse o processo de mapeamento do OSM, eu perderia a confiança no
> mapa naquele momento.
>
> E francamente até o momento o argumento mais forte que vi vai na linha de
> dizer "vamos colocar como trunk porque é o que ela *deveria* ser",
> deveria mas não é o que para mim encerra a questão. A gente deve mapear a
> *realidade*, não desejos ou intenções.
>
> No Formato 3 temos 3 níveis possíveis, há aqui margem suficiente para
> acomodar tudo. Assim ao invés de usar trunk como super-primary, seria
> melhor aproveitar mais o nível tertiary. Então as rodovias nacionais
> importantes como primary, as demais como secondary e o que estava sendo
> tratado até agora como secondary passaria a ser tertiary.
>
> bom, tenho de ir trabalhar, a discussão continua depois,
>
> abraços
>
> Gerald
>
>
> 2013/5/21 Pedro Geaquinto <pedrodigea em gmail.com>
>
>> Acho que os conceitos utilizados pelo Ministério dos Transportes deveriam
>> ser adaptados apenas para as rodovias nacionais (BRs) e nas demais vias
>> seriam conceitos globais.
>>
>> Poderíamos dividir entre três grupos ao invés de apenas dois: rodovias
>> nacionais, demais vias em meio não-urbano e urbano. O urbano está bem
>> estabelecido (posso dizer que não mudei nada, mas fortaleci o
>> estabelecimento com aqueles 4 conceitos acima), o não-urbano estamos
>> chegando num consenso e as nacionais mal começamos a discutir. :D
>>
>> Apenas "motorway" é um conceito global no OSM: até os seus "links" são
>> normados. Não existem referências na wiki para "shoulder", então podemos
>> dizer que acostamento não é fator decisivo, e quando disse
>> "preferencialmente" quis dizer que não é necessário esse parâmetro.
>>
>> Então vou tentar adaptar a divisão do Ministério dos Transportes,
>> mostrada pelo mapa do Nelson, para apenas *rodovias nacionais (BR)*:
>>
>> *Duplicadas:* geralmente *motorway* no meio rural, só precisamos
>> verificar se há todas as restrições que são necesárias para classificação
>> de motorway (acessos, cruzamentos, etc), senão vai ser *trunk*.
>> *Pavimentadas:* temos que decidir entre trunk ou primary, eu prefiro *
>> trunk* para diferenciar das demais vias não BR (que seriam classificadas
>> como primary).
>> *Implantadas:* ficaria logo após o nível acima não? Logo poderiam ser *
>> secondary*.
>> *Leito natural:* concordam que apenas por hierarquia podemos tomar como *
>> tertiary*?
>>
>> Por último um apelo: *adaptem meu fluxograma intermediário para os meios
>> não-urbanos!!* Indiquem o que não concordam e façam um novo.
>>
>>
>> Em 21 de maio de 2013 00:38, Vítor Rodrigo Dias <vitor.dias em gmail.com>escreveu:
>>
>> "Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito
>>> natural". Encontrei um TCC (
>>> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf) onde
>>> diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria
>>> a estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do solo.
>>> Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar num dia de
>>> chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, mas por fotos a
>>> partir do chão deve ser relativamente fácil decidir (no entanto, a opinião
>>> de um morador ou frequentador do local deveria prevalecer). No entanto, é
>>> um pouco diferente do critério de "track" com o qual havíamos concordado
>>> (via de terra e estreita)."
>>>
>>> Fernando, pelo menos o DER-MG, na sua listagem de rodovias, especifica
>>> quais rodovias não-pavimentadas estão em leito natural e quais estão
>>> implantadas.
>>>
>>> Abraços!
>>>
>>> Vítor Rodrigo Dias
>>> Revisor de textos
>>> Tradutor port/ing/port e port/esp/port
>>> Telefone: (31) 9895-3975 - TIM
>>>
>>>
>>> Em 20 de maio de 2013 22:56, Fernando Trebien <
>>> fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
>>>
>>> Para comparação, tentei estabelecer uma associação entre o que eu já
>>>> tinha colocado no wiki (que é parecido com o que o Pedro expressou nos
>>>> seus fluxogramas) e a descrição que o DNIT dá para a terminologia
>>>> usada no BIT:
>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#M.C3.A9todo_objetivo_.282.C2.AA_proposta.29
>>>>
>>>> Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito natural".
>>>> Encontrei um TCC
>>>> (
>>>> http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf
>>>> )
>>>> onde diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria a
>>>> estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do
>>>> solo. Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar
>>>> num dia de chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite,
>>>> mas por fotos a partir do chão deve ser relativamente fácil decidir
>>>> (no entanto, a opinião de um morador ou frequentador do local deveria
>>>> prevalecer). No entanto, é um pouco diferente do critério de "track"
>>>> com o qual havíamos concordado (via de terra e estreita).
>>>>
>>>> Outras opções (algumas já propostas) para tentar uma aproximação com a
>>>> classificação do BIT seriam:
>>>>
>>>> - primary = 2 faixas sem acostamento OU 1 faixa com acostamento;
>>>> secondary = 1 faixa sem acostamento; tertiary = não-pavimentada com
>>>> terra bem compactada; unclassified = não-pavimentada larga com terra
>>>> insuficientemente compactada (potencial para atolamento); track =
>>>> não-pavimentada estreita
>>>>
>>>> - trunk = 2 faixas; primary = 1 faixa com acostamento; secondary = 1
>>>> faixa sem acostamento (possivelmente menos segura); tertiary =
>>>> não-pavimentada com terra bem compactada; etc.
>>>>
>>>> Que tal?
>>>>
>>>> 2013/5/20 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
>>>> > Que interessante! A classificação do Ministério dos Transportes (que
>>>> > não usa termos abstratos) devia ser considerada extremamente relevante
>>>> > na nossa forma de classificar, afinal, eles são os especialistas no
>>>> > assunto. Se essa é a informação publicada por eles, é porque
>>>> > provavelmente é a mais requisitada - ou seja, a mais útil para os
>>>> > usuários dessas vias.
>>>> >
>>>> > Encontrei o link principal dentro do site que leva aos links que você
>>>> > postou, para que as pessoas possam ver os mapas de seus estados
>>>> > independentemente.
>>>> >
>>>> > Se usarmos essa fonte de informação e atribuirmos uma correspondência
>>>> > com as vias do OpenStreetMap baseada nessas características, quase não
>>>> > restarão ambiguidades. Acho que todos sairiam ganhando assim, tanto
>>>> > quem faz o mapa (nós) quanto quem o consome (nós e mais um monte de
>>>> > gente).
>>>> >
>>>> > 2013/5/20 Nelson A. de Oliveira <naoliv em gmail.com>:
>>>> >> O modo como é feita a hierarquia das rodovias pelo ministério dos
>>>> >> transportes (
>>>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/07-download/rodo2012.pdf)
>>>> >> parece ser:
>>>> >>
>>>> >> Vias pavimentadas duplicadas > pavimentadas > sem pavimentação
>>>> >>
>>>> >> Que é basicamente onde estamos chegando (e fica uma hierarquia
>>>> >> razoavelmente boa).
>>>> >> Exemplo:
>>>> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/01-estadual/estados/port/sp.htm
>>>> >>
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