[Talk-br] Hierarquia das rodovias

Fernando Trebien fernando.trebien em gmail.com
Terça Maio 21 14:55:07 UTC 2013


"não há distinção entre vias estaduais com menos importância que
algumas vias federais que são importantes não só para o estado, mas
para o país". Pedro, o que é "importância"? Estamos tentando definir o
que ela é para nós.

Concordo que os termos "estadual" e "federal" têm que ser abandonados
dessa discussão. Devemos nos focar naquilo que pode ser medido a
partir da via. Isso segue o princípio do OSM de "mapear aquilo que
está no chão".

Eu não conheço o percurso da Transamazônica mas nada impede que ela
seja de diferentes tipos em trechos diferentes. Onde estiver
pavimentada e duplicada, pode ser trunk ou motorway. Onde estiver
não-pavimentada, acho melhor considerá-la igual à outras
não-pavimentadas com características similares - pelo menos até ser
finalmente pavimentada. Qualquer um olhando o mapa entenderia isso e
(talvez) consideraria outros trajetos ou formas de transporte para
evitar uma estrada de terra. O mapa estaria sendo honesto e não
tentando pintar como importante algo que é meramente um projeto
importante não concluído.

"é recomendável acostamento" não me parece útil para eliminar a
ambiguidade; você pode recomendar e outra pessoa não. Acho que devemos
decidir se exigimos acostamento ou não, e o que consideramos válido
como "acostamento".

Quanto à sua proposta de considerar tertiary pra baixo como "tipos de
via não pavimentada", ok, pode até ser, mas daí eu faria assim:

tertiary = implantadas (= solo compactado e pouca chance de atolamento
com chuva)
unclassified = leito natural, largas para 2 veículos
track = 1 veículo por vez

Isso já estaria fugindo um pouco daquilo que parece ser a expectativa
de "unclassified" pelo que diz no wiki. Mas se decidirmos assim, ok.
Penso que isso pode influenciar negativamente alguns cálculos de rotas
por GPSs em certas situações por quebrar as expectativas sobre quão
transitável é a via, mas ok. Quantos concordam ou discordam?

2013/5/21 Pedro Geaquinto <pedrodigea em gmail.com>:
> Primeiro, "vamos colocar como trunk porque é o que ela deveria ser" nunca
> foi meu argumento, aquilo foi um comentário a parte sobre o que acredito
> sobre a infraestrutura no Brasil.
>
> Meu argumento é "não há distinção entre vias estaduais com menos importância
> que algumas vias federais que são importantes não só para o estado, mas para
> o país". Mas em nome da colaboração do OSM, eu relevo a minha opinião.
> Poderíamos fazer uma votação só para esse embate trunk-primary para BRs
> pavimentadas.
>
> Aí entra outra questão, se uma via é não pavimentada então ela fica amarrada
> a uma definição? E ainda mais amarrado a "unclassified"? Como fica a
> Transamazônica por exemplo? Acho que pode variar entre secondary (ligando
> estados, ou seja, BRs), tertiary (ligando municípios) e unclassified
> (pequenas ligações, ligando por exemplo um distrito isolado). Isso se
> encaixaria certinho na divisão oficial para as nacionais.
>
> Nova proposta para rodovias nacionais (BRs):
>
> Duplicadas = motorway ou trunk
> Pavimentadas = primary
> Implantadas = secondary
> Leito natural = tertiary
>
> Para vias em geral, em meio rural, fiz um novo fluxograma [1]:
>
> Motorway: pavimentada, 2 faixas por sentido, predomina divisória central, é
> recomendável acostamento
> Trunk: pavimentada, 2 faixas por sentido, com cruzamentos e/ou sem divisória
> central
> Primary: pavimentada, 1 faixa por sentido, predomina acostamento
> Secondary: pavimentadas que não se encaixem no perfil acima ou sejam
> alternativas àlguma primary
> Tertiary: não pavimentadas que liguem municípios
> Unclassified: não pavimentadas em geral
> Track: não pavimentadas que suportam apenas um veículo por vez
>
> Casos isolados podem ser discutidos na comunidade. Não acho que acostamento
> deva servir de parâmetro além do embate primary-secondary.
>
> [1]: http://i.imgur.com/WPlAUhG.gif
>
>
> Em 21 de maio de 2013 09:58, Gerald Weber <gweberbh em gmail.com> escreveu:
>
>> Olá Pedro e demais colegas
>>
>> a discussão está interessante e é necessária, mas tem hora que estamos
>> andando em círculos.
>>
>> O grande problema da classificação é a mistura de hierarquia com o formato
>> da rodovia.
>>
>> Eu vejo a coisa da seguinte maneira
>>
>> Formato 1: motorway
>> Formato 2: trunk
>> Formato 3: primary, secondary, tertiary (aqui é o único lugar onde
>> precisamos de uma orientação)
>> Formato 4: unclassified (começo a concordar que é uma boa colocar vias não
>> pavimentadas que não sejam track aqui)
>>
>> Para mim, a discussão de hierarquira deveria se restringuir apenas ao
>> formato 3.
>>
>> Não podemos transformar trunk numa super-primary, ou seja uma primary mais
>> primary que a primary. E a razão principal disto é que se fizermos assim
>> induzirá o usuário ao erro, possivelmente erros que geram tanstornos e
>> custos.
>>
>> Por isto sou extremamente contra a classificação de vias simples de duas
>> faixas como trunk, não importa quão importantes sejam. Por experiência
>> pessoal, isto já me induziu ao erro. Felizmente nada grave, mas ainda assim
>> me passou uma informação totalmente errada. Se eu fosse um usuário comum e
>> não conhecesse o processo de mapeamento do OSM, eu perderia a confiança no
>> mapa naquele momento.
>>
>> E francamente até o momento o argumento mais forte que vi vai na linha de
>> dizer "vamos colocar como trunk porque é o que ela deveria ser", deveria mas
>> não é o que para mim encerra a questão. A gente deve mapear a realidade, não
>> desejos ou intenções.
>>
>> No Formato 3 temos 3 níveis possíveis, há aqui margem suficiente para
>> acomodar tudo. Assim ao invés de usar trunk como super-primary, seria melhor
>> aproveitar mais o nível tertiary. Então as rodovias nacionais importantes
>> como primary, as demais como secondary e o que estava sendo tratado até
>> agora como secondary passaria a ser tertiary.
>>
>> bom, tenho de ir trabalhar, a discussão continua depois,
>>
>> abraços
>>
>> Gerald
>>
>>
>> 2013/5/21 Pedro Geaquinto <pedrodigea em gmail.com>
>>>
>>> Acho que os conceitos utilizados pelo Ministério dos Transportes deveriam
>>> ser adaptados apenas para as rodovias nacionais (BRs) e nas demais vias
>>> seriam conceitos globais.
>>>
>>> Poderíamos dividir entre três grupos ao invés de apenas dois: rodovias
>>> nacionais, demais vias em meio não-urbano e urbano. O urbano está bem
>>> estabelecido (posso dizer que não mudei nada, mas fortaleci o
>>> estabelecimento com aqueles 4 conceitos acima), o não-urbano estamos
>>> chegando num consenso e as nacionais mal começamos a discutir. :D
>>>
>>> Apenas "motorway" é um conceito global no OSM: até os seus "links" são
>>> normados. Não existem referências na wiki para "shoulder", então podemos
>>> dizer que acostamento não é fator decisivo, e quando disse
>>> "preferencialmente" quis dizer que não é necessário esse parâmetro.
>>>
>>> Então vou tentar adaptar a divisão do Ministério dos Transportes,
>>> mostrada pelo mapa do Nelson, para apenas rodovias nacionais (BR):
>>>
>>> Duplicadas: geralmente motorway no meio rural, só precisamos verificar se
>>> há todas as restrições que são necesárias para classificação de motorway
>>> (acessos, cruzamentos, etc), senão vai ser trunk.
>>> Pavimentadas: temos que decidir entre trunk ou primary, eu prefiro trunk
>>> para diferenciar das demais vias não BR (que seriam classificadas como
>>> primary).
>>> Implantadas: ficaria logo após o nível acima não? Logo poderiam ser
>>> secondary.
>>> Leito natural: concordam que apenas por hierarquia podemos tomar como
>>> tertiary?
>>>
>>> Por último um apelo: adaptem meu fluxograma intermediário para os meios
>>> não-urbanos!! Indiquem o que não concordam e façam um novo.
>>>
>>>
>>> Em 21 de maio de 2013 00:38, Vítor Rodrigo Dias <vitor.dias em gmail.com>
>>> escreveu:
>>>
>>>> "Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito natural".
>>>> Encontrei um TCC
>>>> (http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf)
>>>> onde diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria a
>>>> estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do solo.
>>>> Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar num dia de
>>>> chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite, mas por fotos a
>>>> partir do chão deve ser relativamente fácil decidir (no entanto, a opinião
>>>> de um morador ou frequentador do local deveria prevalecer). No entanto, é um
>>>> pouco diferente do critério de "track" com o qual havíamos concordado (via
>>>> de terra e estreita)."
>>>>
>>>> Fernando, pelo menos o DER-MG, na sua listagem de rodovias, especifica
>>>> quais rodovias não-pavimentadas estão em leito natural e quais estão
>>>> implantadas.
>>>>
>>>> Abraços!
>>>>
>>>> Vítor Rodrigo Dias
>>>> Revisor de textos
>>>> Tradutor port/ing/port e port/esp/port
>>>> Telefone: (31) 9895-3975 - TIM
>>>>
>>>>
>>>> Em 20 de maio de 2013 22:56, Fernando Trebien
>>>> <fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
>>>>
>>>>> Para comparação, tentei estabelecer uma associação entre o que eu já
>>>>> tinha colocado no wiki (que é parecido com o que o Pedro expressou nos
>>>>> seus fluxogramas) e a descrição que o DNIT dá para a terminologia
>>>>> usada no BIT:
>>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#M.C3.A9todo_objetivo_.282.C2.AA_proposta.29
>>>>>
>>>>> Fiquei na dúvida em relação à aplicação do termo "leito natural".
>>>>> Encontrei um TCC
>>>>>
>>>>> (http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Juliano-Reis-Wallau.pdf)
>>>>> onde diz que a diferença entre "leito natural" e "implantada" seria a
>>>>> estabilidade do solo da via, que teria relação com a compactação do
>>>>> solo. Isso certamente teria impacto sobre a probabilidade de atolar
>>>>> num dia de chuva. Acho difícil de medir isso por imagens de satélite,
>>>>> mas por fotos a partir do chão deve ser relativamente fácil decidir
>>>>> (no entanto, a opinião de um morador ou frequentador do local deveria
>>>>> prevalecer). No entanto, é um pouco diferente do critério de "track"
>>>>> com o qual havíamos concordado (via de terra e estreita).
>>>>>
>>>>> Outras opções (algumas já propostas) para tentar uma aproximação com a
>>>>> classificação do BIT seriam:
>>>>>
>>>>> - primary = 2 faixas sem acostamento OU 1 faixa com acostamento;
>>>>> secondary = 1 faixa sem acostamento; tertiary = não-pavimentada com
>>>>> terra bem compactada; unclassified = não-pavimentada larga com terra
>>>>> insuficientemente compactada (potencial para atolamento); track =
>>>>> não-pavimentada estreita
>>>>>
>>>>> - trunk = 2 faixas; primary = 1 faixa com acostamento; secondary = 1
>>>>> faixa sem acostamento (possivelmente menos segura); tertiary =
>>>>> não-pavimentada com terra bem compactada; etc.
>>>>>
>>>>> Que tal?
>>>>>
>>>>> 2013/5/20 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
>>>>> > Que interessante! A classificação do Ministério dos Transportes (que
>>>>> > não usa termos abstratos) devia ser considerada extremamente
>>>>> > relevante
>>>>> > na nossa forma de classificar, afinal, eles são os especialistas no
>>>>> > assunto. Se essa é a informação publicada por eles, é porque
>>>>> > provavelmente é a mais requisitada - ou seja, a mais útil para os
>>>>> > usuários dessas vias.
>>>>> >
>>>>> > Encontrei o link principal dentro do site que leva aos links que você
>>>>> > postou, para que as pessoas possam ver os mapas de seus estados
>>>>> > independentemente.
>>>>> >
>>>>> > Se usarmos essa fonte de informação e atribuirmos uma correspondência
>>>>> > com as vias do OpenStreetMap baseada nessas características, quase
>>>>> > não
>>>>> > restarão ambiguidades. Acho que todos sairiam ganhando assim, tanto
>>>>> > quem faz o mapa (nós) quanto quem o consome (nós e mais um monte de
>>>>> > gente).
>>>>> >
>>>>> > 2013/5/20 Nelson A. de Oliveira <naoliv em gmail.com>:
>>>>> >> O modo como é feita a hierarquia das rodovias pelo ministério dos
>>>>> >> transportes
>>>>> >> (http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/07-download/rodo2012.pdf)
>>>>> >> parece ser:
>>>>> >>
>>>>> >> Vias pavimentadas duplicadas > pavimentadas > sem pavimentação
>>>>> >>
>>>>> >> Que é basicamente onde estamos chegando (e fica uma hierarquia
>>>>> >> razoavelmente boa).
>>>>> >> Exemplo:
>>>>> >> http://www2.transportes.gov.br/bit/01-inicial/01-estadual/estados/port/sp.htm
>>>>> >>
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