[Talk-br] Provável importação do Tracksource em João Alfredo - PE

Paulo Carvalho paulo.r.m.carvalho em gmail.com
Sábado Janeiro 4 10:48:48 UTC 2014


Fernando, pessoalmente acho que existe excesso de preocupação da sua parte.
 Posso garantir que todo traço do Tracksource foi feito à mão.  Só isso já
torna complicado, se não impossível, provar que veio da fonte A ou fonte B
com base na geometria.  Nunca recebemos mapas prontos para uma conversão
direta automática, algorítmica.  Sempre foram mapas de Autocad, Shapefile,
tracklogs e imagens.  Materiais que tiveram que ser interpretados e
retrabalhados.   Lembre-se de que o ônus da prova recai sobre o acusador.

Portanto, os reais cuidados que precisamos ter é:
a) Autorização do autor do mapa para uso no OSM, onde ele declara que os
dados foi ele que produziu e/ou podem ser compartilhados conosco.
b) Quem for transferir para o OSM, inspecionar os mapas convertidos para
remover erros intencionais usados para provar que houve cópia.

[]s

PC


Em 4 de janeiro de 2014 01:35, Fernando Trebien
<fernando.trebien em gmail.com>escreveu:

> Sim, sempre existe uma transformação. Mas estou falando daquelas que não
> geram distorções locais, que são bastante suaves, e principalmente das
> transformações mais conhecidas: transformações entre sistemas de
> coordenadas diferentes e transformações simples como transformações
> lineares básicas: deslocamento, escalamento, rotação, shearing, e uma
> transformação bilinear - como a que se faz ao georeferenciar uma foto.
> Essas todas são alvos fáceis. Outras transformações (menos conhecidas)
> raramente são úteis, e cogitá-las seria meio que "forçar a barra" ao
> argumentar juridicamente (eu acho).
>
> Quanto aos pontos que você citou:
>
> 1) Infelizmente, a licença do Google não nos permite traçar sobre as
> imagens, nem que seja manualmente
> 2) O argumento jurídico poderia ser feito em relação a qualquer imagem já
> disponibilizada pelo Google; aqui, acho que valeria o bom senso do júri: se
> a região no OSM está marcada com "survey" e a imagem do Google está
> corretamente georreferenciada, não há indício que possa sugerir
> inequivocamente que os dados foram copiados; se a imagem do Google está mal
> georreferenciada e os dados no OSM acompanharem esse georreferenciamento
> errôneo por grandes áreas, e não houver outra explicação possível (nenhuma
> imagem anterior do Bing com o mesmo georreferenciamento), isso torna os
> dados no mapa suspeitos
> 3) Infelizmente, não nos isenta se traçarmos sobre as imagens
>
>
> 2014/1/3 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>
>
>> O ponto é que sempre existe transformação que projete as coordenadas onde
>> quer que você queira.  Além disso, como no caso do Tracksource, os desenhos
>> eram feitos sobre as fotos das ruas, à mão, há muita flutuação pelos
>> seguintes fatos:
>>
>> 1) Ser manual;
>> 2) As fotos mudam de posição a cada atualização;
>> 3) O traçado vetorial do Google também não coincide com as fotos.
>>
>> Assim fica muito difícil abrir qualquer contenda com base nos desenhos.
>>  O que se pode disputar é provar que houver cópia através da inclusão de
>> erros que seriam coincidência demais aparecerem em mapas diferentes no
>> mesmo lugar.  Tais erros seriam pequenas ruas falsas ou erros propositais
>> de nomes de vias.
>>
>>
>> Em 3 de janeiro de 2014 16:27, Fernando Trebien <
>> fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
>>
>> Não quero criar barreiras (pelo contrário), mas acho que disputa jurídica
>>> levaria em conta o método de mapeamento utilizado, além da coincidência
>>> geométrica (independente de transformações lineares como um simples
>>> deslocamento). Além disso, essa vinculação ainda seria possível ao
>>> converter o sistema de coordenadas, certo?
>>>
>>>
>>> 2014/1/3 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>
>>>
>>>> Pessoal,
>>>>
>>>>    Temos que lembrar que os mapas no formato GTM+GTI são salvos com
>>>> coordenadas geográficas, ou seja, não há vinculação direta deles com os
>>>> mapas do Google Maps, cujas coordenadas são projetadas no padrão
>>>> EPSG:900913.
>>>>     Ou seja, sempre pode-se produzir uma coincidência com os mapas que
>>>> quiser se aplicar a projeção certa.
>>>>
>>>> []s
>>>>
>>>> PC
>>>>
>>>>
>>>> Em 30 de dezembro de 2013 16:20, Fernando Trebien <
>>>> fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
>>>>
>>>> Nos lugares onde você fez o mapa do zero (Surubim, João Alfredo e
>>>>> Limoeiro) sem usar fontes proprietárias, não há dúvida de que as suas
>>>>> informações podem ser importadas sem problema algum, independente de qual
>>>>> formato tenham. Onde é impossível ter certeza (Recife), o melhor é fazer
>>>>> tudo do zero do que correr riscos - mas repare que não é proibido você
>>>>> "olhar" o mapa do TrackSource, desde que você refaça os traçados à mão
>>>>> sobre a imagem do Bing; pra cópia de tags a situação já fica um pouco mais
>>>>> indefinida, se você copiar erros eles podem ser usados para vincular o seu
>>>>> trabalho ao TrackSource. Você também está no caminho certo solicitando
>>>>> autorização dos autores dos tracklogs antes de contribui-los (só lembre de
>>>>> nos encaminhar a resposta deles antes de submeter os tracklogs). Se todos
>>>>> os DMs do TrackSource fizerem exatamente como você está fazendo, jamais
>>>>> teremos problemas, e jamais teremos que reverter qualquer importação. O que
>>>>> não pode é importar sem nos avisar antes que todos esses pormenores foram
>>>>> considerados e devidamente tratados.
>>>>>
>>>>>
>>>>> 2013/12/30 Marcelo Pereira <pereiraholder em gmail.com>
>>>>>
>>>>>> Srs,
>>>>>>
>>>>>> Normalmente, os DM do TRC já pegam os mapas com alguma coisa
>>>>>> desenhada, isso em 99% das vezes, e assim não tem como desmembrar o que vc
>>>>>> fez do que já existia ( a menos que vc já inclua os dadas pensando em
>>>>>> salvar suas alterações, o que é bastante complicado ).
>>>>>>
>>>>>> Um bom exemplo disso é Recife, eu fiquei uns 2 anos com o mapa e
>>>>>> revisei e atualizei 100% dele, mexi em cada detalhe, cada nó de cada via.
>>>>>> Sem falar em nomenclatura, vias novas, e por ai vai.
>>>>>>
>>>>>> Gostaria muito de usar os dados que tenho desse mapa no OSM, garanto
>>>>>> a vcs que ele é o mais completo e correto que qualquer outra fonte. Porém
>>>>>> não tenho como distinguir o que eu fiz do que já existia, e do que me foi
>>>>>> enviado como colaboração, do que copiei de imagens de satélite, e de qual
>>>>>> satélite...
>>>>>>
>>>>>> Por isso, mesmo sabendo que se vou atualizar Recife, será refazendo
>>>>>> grande parte do trabalho que tive nos últimos 2 anos, não pretendo usar o
>>>>>> mapa que tenho do tempo que fui DM daqui.
>>>>>>
>>>>>> Já no caso de Surubim e João Alfredo, tb Limoeiro, que é próximo, o
>>>>>> mapa original do TRC não tinha nada, a não ser algumas estradas estaduais,
>>>>>> e assim tudo o que estava lá quando eu sai do TRC fui eu com base nos
>>>>>> tracklogs e nas informações de 2 colaboradores , o Roberto e o Gil, quem
>>>>>> desenhou.
>>>>>>
>>>>>> Mesmo que alguem tenha continuado a desenvolver os mapas nesta área,
>>>>>> estas atualizações não estão nos mapas que possuo, pois já faz quase um ano
>>>>>> que saí do TRC, e assim essas possíveis atualizações não foram colocadas
>>>>>> nos mapas sob minha posse.
>>>>>>
>>>>>> São essses mapas que estou tentando incluir no OSM.
>>>>>>
>>>>>> O que o Nelson fala , sobre tags e nomes característicos do TRC, são
>>>>>> naturais, pois usei as ferramentas do nosso amigo Paulo Carvalho, para
>>>>>> converter os arquivos no formato GTM ( trackmaker, usado no TRC ) para o
>>>>>> formato do OSM, e como não conheço bem as tags do OSM ainda, não fiz a
>>>>>> "limpeza" adequada.
>>>>>>
>>>>>> Volto a registrar que se vcs acharem melhor, eu apago o changeset,
>>>>>> não quero causar problemas.
>>>>>>
>>>>>> Quanto ao tracklog original, é só separá-lo aqui, pois está
>>>>>> convertido para GTM, que envio para o OSM.
>>>>>>
>>>>>> Abaixo segue transcrição do e-mail que enviei para os colaborades
>>>>>> solicitando permissão e a resposta do Roberto, de João Alfredo, ainda
>>>>>> espero a de Gil, de Surubim:
>>>>>>
>>>>>> "
>>>>>>
>>>>>> roberto pessoa
>>>>>> 21 de dez (9 dias atrás)
>>>>>>  para mim
>>>>>>  Marcelo fique a vontade com os arquivos pois tanto eu como vc so
>>>>>> queremos ajudar
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> sobre o Openstreetmap.org esses mapas ele pega no garmim ?
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> *roberto pessoa*
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> *(81) ....msn: ........*
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> ------------------------------
>>>>>> Date: Sat, 21 Dec 2013 13:23:50 -0200
>>>>>> Subject: Mapeando Surubim e João Alfredo no Openstreetmap
>>>>>> From: pereiraholder em gmail.com
>>>>>> To: robertopessoa05 em . <robertopessoa05 em hotmail.com>..; gilltecnet em .<gilltecnet em hotmail.com>
>>>>>> ..
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Olá Roberto, Givanilson,
>>>>>>
>>>>>>  Estou entrando em contato depois de tanto tempo, para lhes pedir
>>>>>> autorização para usar os tracklogs que vcs enviaram na região no mapa do
>>>>>> Openstreetmap.org ( OSM )
>>>>>>
>>>>>> Como vcs devem saber, eu saí do projeto Tracksource há cerca de 1
>>>>>> ano, para cuidar de assuntos particulares, além de algumas divergências
>>>>>> sobre o andamento do projeto, principalmente no tocante ao reuso das
>>>>>> informações enviadas para o projeto.
>>>>>>
>>>>>> Neste tempo de inatividade, conheci o projeto OSM, que tem por
>>>>>> objetivo mapear TODO o mundo, com a diferença para o TRC que os dados podem
>>>>>> ser atualilzados por qualquer pessoa, além disso, os dados são abertos a
>>>>>> quem quiser usar.
>>>>>>
>>>>>> Este último ponto é muito importante, pois permite que qualquer
>>>>>> pessoa possa escrever um programa para uso dos dados do OSM, sem pagar nada.
>>>>>>
>>>>>> Como descobri que ainda tenho guardado os tracklogs que vcs me
>>>>>> enviaram, pensei que seria interessante incluí-los no OSM de forma a que
>>>>>> tanto Surubim quanto João Alfredo tivessem também alguns dados registrados.
>>>>>>
>>>>>> Fico no aguardo da autorização de ambos para proceder com o envio dos
>>>>>> tracklogs para o projeto OSM.
>>>>>>
>>>>>> Lembro que o sistema de contribuição do OSM é diferente do usado pelo
>>>>>> TRC, no caso não existem DMs responsáveis por áreas do mapa, qualquer um
>>>>>> pode alterá-lo, o que estou fazendo é somente aproveitar os dados de vocês
>>>>>> que estão sob minha responsabilidade.
>>>>>>
>>>>>> Se vc mesmos se sentirem interessados, podem se tornar contribuintes
>>>>>> independentes.
>>>>>>
>>>>>> Desculpem o jornal.
>>>>>>
>>>>>> Att,
>>>>>>
>>>>>> Marcelo Pereira"
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Em 30 de dezembro de 2013 13:52, Nelson A. de Oliveira <
>>>>>> naoliv em gmail.com> escreveu:
>>>>>>
>>>>>> 2013/12/30 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
>>>>>>> > Um problema é que talvez o Marcelo (e outros DMs) já não tenham
>>>>>>> mais os
>>>>>>> > tracks originais, só o resultado da conversão para o formato do
>>>>>>> TrackSource.
>>>>>>>
>>>>>>> No caso do Marcelo ele disse que tem os tracks de GPS que utilizou
>>>>>>> para isso :-)
>>>>>>>
>>>>>>> _______________________________________________
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>>>>>>> Talk-br em openstreetmap.org
>>>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
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>>>>> "The speed of software halves every 18 months." (Gates' law)
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