[Talk-br] O lugar de cada indivíduo no projeto OpenStreetMap

Fernando Trebien fernando.trebien em gmail.com
Segunda Julho 7 16:16:44 UTC 2014


2014-07-07 12:39 GMT-03:00 Alexandre Magno Brito de Medeiros
<alexandre.mbm em gmail.com>:
> Em 7 de julho de 2014 15:11, Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>
> escreveu:
>
>> Alexandre, se você quer:
>> - saber "como" fazer (e nada além disso), basta ler todo o conteúdo
>> que já compilamos [1] e simplesmente aplicá-lo sem questionar
>
>
> Existe um questionar para "saber melhor", e existe um questionar para
> "defender um ponto". No contexto em questão, eu procuro o primeiro.

Então o artigo do wiki [1] deve lhe bastar, não? O fluxograma que há
nele não deixa praticamente nenhuma dúvida para o mapeador.

>> - mudar a nossa recomendação/discuti-la/contestá-la, daí sim é o
>> lugar; ou melhor, aqui não, no fórum é o lugar, aqui é para os
>> assuntos rápidos e urgentes
>
>
> Na sua opinião, eu tenho feito usos inadequados da lista ou do fórum? Quais?

Acho que tem feito uso adequado, exceto que na discussão sobre a
redefinição das trunks acho que você estava fugindo do ponto. Se você
tem dúvidas, faça como os demais da discussão fizeram: leia o wiki e
compare com os outros países. Sem isso você não está preparado para
participar da discussão. Se o assunto fosse saber quando classificar
deste ou daquele jeito, o assunto da mensagem seria algo do tipo
"Quando usar trunk?" e não "Redefinir a classificação de trunk".

Imagine que um grupo de pessoas estão conversando sobre biologia,
citando vários termos técnicos, e você chega do nada e pergunta: "o
que são células-tronco?" Alguém lhe entrega um resumo em papel e você
diz "não quero ler, me diga o que são." Agora imagina que essa
discussão sobre biologia está se desenrolando há 1 ano, as pessoas já
fizeram centenas de referências à literatura e à experiência prática,
e você chega e faz a mesma pergunta. Obviamente os participantes já
estão muito avançados e não vão parar pra lhe explicar o bê-a-bá,
especialmente se já tiverem feito um resumo justamente para auxiliar
um iniciante como você. É exatamente assim que eu vejo a sua interação
nesse caso. Não é que você seja inferior (ninguém é), mas é que você
não está querendo fazer o mínimo de esforço (já feito pelos outros
participantes da discussão) para conversar no mesmo patamar.

>> - fazer uma pesquisa de opinião, monte-a usando algum recurso externo
>> (ex.: fórum, ou outra ferramenta) e depois poste o link aqui para
>> votarmos
>
>
> Aceito a sugestão. Mas não farei por não ter o objetivo de utilizar os
> resultados. Como disse, eu vi que podia dizer algo. Eu quis "participar" de
> uma pesquisa de opinião que eu vi subsistindo dentro daquele tópico.

Eu ainda não entendi quais são os seus objetivos. No momento, me
parece não ter nenhum objetivo claro. Você fala e fala, mas não mapeia
quase nada. Quem não tem experiência mapeando não tem condições de ser
professor pros usuários iniciantes. (Professor aqui no caso não é um
"título" ou uma "casta" e sim uma atividade, que também é importante
pro OSM.)

>> E não, não espero uma relação de mestre-discípulo. Sempre esperei uma
>> relação de mestre-mestre quando investi meu tempo nessas discussões
>> (com você e com todos da lista). Por isso, também espero que você
>> tenha a intenção de se tornar mestre (pelo menos nesse assunto em
>> particular, com que você tanto interage). E você disse que não tem
>> essa intenção, palavras suas: "Não é isso que eu quero e não é isso
>> que eu farei."
>
>
> Mestre-discípulo, mestre-mestre... a gente vê nos filmes, acaba sendo a
> mesma coisa, no final.

Vida real != filmes. ;-)

>> (pelo menos nesse assunto em particular, com que você tanto interage)
>
>
> Está precisamente aqui o ruído.
>
> Eu estou o tempo todo buscando selecionar "meus sub-assuntos" no assunto
> "OpenStreetMap". Você considera como que eu quero o "OpenStreetMap" todo. Eu
> não quero. Eu não posso! Ou não devo. Pode parecer em algum momento que é o
> que estou fazendo, por que eu preciso "ler os índices", mas não é.
>
> Certamente eu quero devolver coisas à comunidade; mas eu só poderei devolver
> aquilo que eu realmente tiver, e não aquilo que você imagina que eu terei.
> Isso é lógico: é impossível falar verdadeiramente do que não se conhece, e,
> se eu seleciono o que eu quero conhecer, eu já começo a selecionar do que eu
> vou poder falar.
>
> Eu já tenho compartilhado conhecimentos. Coisa que já foi você, naoliv e
> outros que me deram. Mas, por favor,  esqueça isso de mestre-mestre. Para eu
> retransmitir o que recebo não é necessário esse paradigma. Nesse assunto eu
> prefiro menos pessoalidade durante os processos de comunicação, por isso eu
> não tenho um blog.

Bem, eu (que sou mestre-aprendiz já com um bom trajeto percorrido) só
invisto o meu tempo em quem tem a intenção de se tornar mestre, nem
que seja no longo prazo. Pode ser um mestre iniciante, mas tem que ter
essa intenção. Senão, pra mim, passar a informação adiante, condensada
e compreensível, é um esforço sem sentido.

Agora, se a sua visão é "vou perguntar porque pelo menos assim gera
documentação", essa "documentação" gerada é muito difícil de ser
aproveitada pelos demais mapeadores por ser muito dispersa. Ou você
pretende reler as 70 mensagens da conversa de ontem, e também as mais
de 150 da discussão anterior (que eu vivo mencionando), e ainda a
documentação em inglês, para então escrever um resumo didático e
comparativo no wiki?

-- 
Fernando Trebien
+55 (51) 9962-5409

"Nullius in verba."



Mais detalhes sobre a lista de discussão Talk-br