[Talk-br] A importância de não quebrar a hierarquia das vias dentro de cidades.

Fernando Trebien fernando.trebien em gmail.com
Segunda Julho 21 01:01:59 UTC 2014


*Rua Ferreira :P

2014-07-20 22:00 GMT-03:00 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
> Pessoal,
>
> O Aun se ofereceu pra ajudar testando com a compilação da
> garmin.openstreetmap.nl e pediu pra eu passar alguns endereços (pra
> ficar fácil de testar). Vou postar alguém aqui também caso queiram
> testar com outras compilações.
>
> Cruzamentos (requisito do geocoding do Garmin):
> 1. Chuí, RS: Rua Chile X Rua Palestina
> 2. Osório, RS: Rua Garibaldi X Rua Melvin Jones
> 3. Joinville, SC: Rua Nazareno X Rua Benjamin Constant
> 4. Atibaia, SP: Rua Belvedere X Rua Presidente Dutra
> 5. Belo Horizonte, MG: Rua Tom Jobim X Fua Ferreira
> 6. Teófilo Otoni, MG: Rua Coronel Ramos X Rua Dom Felipe
> 7. Vitória da Conquista, BA: Rua Nova X Rua Deusdete Amaral
> 8. Feira de Santana, BA: Rua Brumado X Rua Juazeiro
> 9. Brejo Santo, CE: Rua Marcelino Costa X Rua Joaquim Nicodemos
> 10. Fortaleza, CE: Rua Pentecoste X Rua Costa Barros
>
> Procedimento sugerido pra economizar trabalho testando:
> - testar rota de [1] a [10]; se funcionar é porque há algum problema
> com a compilação do mapa que não há na compilação do osm.nl
> - testar [1] a [6]; se não funcionar, testar [1] a [2], [2] a [3], etc.
> - se funcionar, testar [6] a [10]; se não funcionar, testar [6] a [7],
> [7] a [8], etc.
>
> Se identificarem o trecho em que o roteamento falha, me avisem que eu
> mando o próximo conjunto de pontos (que então deve nos levar ao ponto
> exato do problema). Não mandei agora porque senão teria que sugerir
> 100 pontos.
>
> 2014-07-20 20:05 GMT-03:00 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>> Ok, entendido.  Obrigado pelas sugestões.
>>
>> []s
>>
>> Paulo
>>
>>
>> Em 20 de julho de 2014 15:17, Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>
>> escreveu:
>>
>>> "Acho razoável se basear na rota do OSRM
>>> pra elencar um ponto mais ou menos" > mais ou menos no meio
>>>
>>> 2014-07-20 15:16 GMT-03:00 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>:
>>> > Uma sugestão para diminuir o espaço de busca: dividir para conquistar.
>>> >
>>> > Ao invés de calcular uma rota tão longa, tente calcular a rota até
>>> > metade do caminho, e depois da metade até o destino. (Não precisa ser
>>> > exatamente a metade, qualquer ponto mais ou menos no meio serve.) O
>>> > problema vai estar no trecho em que esse teste falhar.
>>> >
>>> > Daí você pega o trecho problemático e repete: testa a primeira metade
>>> > dele, depois a segunda metade. Cada vez que você repete você diminui o
>>> > espaço de busca. São 3000km, dividindo por 2 a cada vez você
>>> > provavelmente vai chegar à raiz exata do problema em menos de 20
>>> > tentativas.
>>> >
>>> > Como saber onde fica a metade? Acho razoável se basear na rota do OSRM
>>> > pra elencar um ponto mais ou menos: http://osrm.at/8yC
>>> >
>>> > Um complicador é que pode ter mais de um problema ao longo de toda
>>> > essa rota. Se os dois trechos falharem, você vai ter que testar os
>>> > dois trechos separadamente, ao invés de eliminar um deles. E se forem
>>> > muitos os problemas, pode precisar de papel e caneta pra lembrar de
>>> > quais trechos você já testou.
>>> >
>>> > É bem provável que isso seja de fato um erro de classificação que
>>> > precisa ser corrigido no OSM - não com o objetivo específico de fazer
>>> > o Garmin funcionar, mas sim com o objetivo de deixar a classificação
>>> > correta. Sim, aplicações mais simples podem ser usadas (e normalmente
>>> > são uma forma excelente) para detectar problemas com os dados que não
>>> > interferem tanto com as aplicações mais modernas. E nesse caso
>>> > específico tanto a comunidade do OSM (agnóstica aos dispositivos)
>>> > quanto os usuários de Garmin saem ganhando.
>>> >
>>> > 2014-07-20 12:47 GMT-03:00 Paulo Carvalho
>>> > <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>>> >> Temos um exemplo de um mapa Garmin que não está calculando uma rota
>>> >> entre o
>>> >> extremo sul do Brasil e um ponto no Ceará.  A rota é calculada
>>> >> normalmente
>>> >> no Mapsource (computador) mas não no GPS (dipositivo móvel).  O
>>> >> problema é
>>> >> justamente localizar onde está a interrupção ou alternância de
>>> >> classificação
>>> >> de vias nos mais de 3000km da rota.
>>> >>
>>> >>
>>> >> Em 20 de julho de 2014 12:05, Fernando Trebien
>>> >> <fernando.trebien em gmail.com>
>>> >> escreveu:
>>> >>
>>> >>> Contraction hierarquies permite usar Dijkstra bidirecional + alguma
>>> >>> heurística otimista em ambientes com restrições de memória e
>>> >>> capacidade computacional sem remover qualquer via do cálculo. Isso tá
>>> >>> lá nos papers referenciados no final daquele artigo da Wikipédia que
>>> >>> você apontou. Era a isso que eu me referia ao julgar a inteligência do
>>> >>> algoritmo, e por ser um fato (o algoritmo foi publicado e nada
>>> >>> "impede" que seja implementado), não tem como ser arrogante. É uma
>>> >>> escolha simples (bem, não tão simples) que o desenvolvedor da
>>> >>> aplicação tem que fazer. E é uma escolha que é independente do mapa
>>> >>> (que, novamente, serve a vários propósitos, não só ao roteamento, não
>>> >>> só ao roteamento em ambientes com capacidades limitadas).
>>> >>>
>>> >>> "Mas interromper uma motorway com um trecho de residential vai quebrar
>>> >>> o roteamento em muitas aplicações." Pode dar um exemplo de aplicação e
>>> >>> local?
>>> >>>
>>> >>> Apesar de solicitar esse exemplo, não conheço nenhum caso em que uma
>>> >>> motorway/trunk precisaria ter um trecho classificado como
>>> >>> "residencial". Na pior das hipóteses, teria um trecho classificado
>>> >>> como terciária por estar não-pavimentada - mas acho que nem no Brasil
>>> >>> essa situação ocorre. Recentemente eu achei um exemplo em que uma
>>> >>> trunk se intercala com uma primária [1], mas isso também não deve
>>> >>> afetar esses sistemas que descartam vias a que você se refere.
>>> >>>
>>> >>> E claro, no caso particular, raro, e bizarro de uma classificação fiel
>>> >>> produzir uma situação assim, podemos pensar em discutir com a
>>> >>> comunidade sobre o que fazer. A idéia de não alternar demais a
>>> >>> classificação da via poderia ser aplicada ser for só um trecho curto
>>> >>> com características diferentes, e o motivo não seria só o roteamento.
>>> >>>
>>> >>> [1] http://www.openstreetmap.org/#map=12/-29.5385/-51.8998
>>> >>>
>>> >>> 2014-07-20 10:47 GMT-03:00 Paulo Carvalho
>>> >>> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>>> >>> >
>>> >>> >
>>> >>> >
>>> >>> > Em 19 de julho de 2014 22:29, Fernando Trebien
>>> >>> > <fernando.trebien em gmail.com>
>>> >>> > escreveu:
>>> >>> >
>>> >>> >> Sabendo que há trabalhos cientificos publicados descrevendo bons
>>> >>> >> algoritmos para esses ambientes e que não descartam quaisquer vias
>>> >>> >> (mesmo as de classe bem inferior), acho que não devemos fazer
>>> >>> >> adaptações no mapa em favor de algoritmos menos inteligentes. (Isso
>>> >>> >> seria mapear para a aplicação.)
>>> >>> >
>>> >>> >
>>> >>> > Menos inteligentes????   Desculpa, Fernando, esse seu comentário foi
>>> >>> > um
>>> >>> > tanto arrogante.  Quando você tem restrição de recursos de hardware
>>> >>> > em
>>> >>> > dispositivos móveis você TEM que fazer otimização. Isso para mim é
>>> >>> > sinal
>>> >>> > de
>>> >>> > extrema inteligência.
>>> >>> >
>>> >>> > E só uma palavra sobre artigos científicos: poucas vezes tratam-se
>>> >>> > de
>>> >>> > ideias
>>> >>> > praticáveis. O algoritmo Dijkstra é um exemplo.  Ninguém usa a forma
>>> >>> > tal
>>> >>> > como publicada pelo Dijkstra originalmente.  A indústria sempre faz
>>> >>> > várias
>>> >>> > melhorias para o mundo real.  Sei disso porque trabalho nos dois
>>> >>> > mundos
>>> >>> > e
>>> >>> > também porque estou escrevendo um artigo e não estou pensando em
>>> >>> > problemas
>>> >>> > de ordem prática.  A teoria já dá trabalho suficiente.  Isso não é
>>> >>> > pecado, é
>>> >>> > como o progresso funciona: cada especialista em sua área.
>>> >>> >
>>> >>> >>
>>> >>> >>
>>> >>> >> Mas, ao mesmo tempo, acho que são muito raros os casos em que
>>> >>> >> adaptações seriam necessárias para evitar problemas com esses
>>> >>> >> algoritmos que descartam vias. A menos que eles estejam descartando
>>> >>> >> até as vias primárias (arteriais urbanas), daí não tem como
>>> >>> >> resolver
>>> >>> >> mesmo.
>>> >>> >
>>> >>> >
>>> >>> > Não são raros não.  Você tem que pensar em para que a maioria dos
>>> >>> > usuários
>>> >>> > precisa de um mapa de ruas (Street Map):
>>> >>> > a) Encontrar um lugar (geocoding);
>>> >>> > b) Navegar até um lugar (roteamento);
>>> >>> > c) Quase sempre em trânsito, com dispositivos móveis.
>>> >>> >
>>> >>> > Se essas coisas não estão funcionando bem, elas procurarão
>>> >>> > alternativas
>>> >>> > e aí
>>> >>> > seu mapa será o mais puro do mundo mas vazio de propósito.  Se
>>> >>> > queres
>>> >>> > que o
>>> >>> > mapa se torne popular, TEM que pensar nas questões de ordem prática.
>>> >>> >
>>> >>> > Acho que dá para conciliar os princípios do OSM com as questões
>>> >>> > práticas.
>>> >>> > Mas interromper uma motorway com um trecho de residential vai
>>> >>> > quebrar o
>>> >>> > roteamento em muitas aplicações.  Não digo colocar tudo igual, mas
>>> >>> > não
>>> >>> > deixar as classes tão contrastantes conforme já exemplificado.
>>> >>> >
>>> >>> > []s
>>> >>> >
>>> >>> > Paulo
>>> >>> >
>>> >>> >>
>>> >>> >>
>>> >>> >> 2014-07-19 17:56 GMT-03:00 Paulo Carvalho
>>> >>> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>>> >>> >> > E qual sua opinião sobre o descarte de vias de baixa prioridade
>>> >>> >> > nos
>>> >>> >> > roteamentos de longa distância em ambientes com baixa memória e
>>> >>> >> > processamento mais lento?
>>> >>> >> >
>>> >>> >> >
>>> >>> >> > Em 19 de julho de 2014 12:58, Fernando Trebien
>>> >>> >> > <fernando.trebien em gmail.com>
>>> >>> >> > escreveu:
>>> >>> >> >
>>> >>> >> >> Li sim, há bastante tempo. Mas acho que estás confundindo as
>>> >>> >> >> hierarquias do OSM com a hierarquia de atalhos emergente que o
>>> >>> >> >> algoritmo de "contraction hierarchies" produz (que inclusive
>>> >>> >> >> pode
>>> >>> >> >> ter
>>> >>> >> >> muito mais níveis do que os poucos que existem no OSM). Os
>>> >>> >> >> atalhos
>>> >>> >> >> servem apenas para acelerar outro algoritmo de roteamento
>>> >>> >> >> qualquer
>>> >>> >> >> (geralmente se adota uma variação do Dijkstra, e nesse caso as
>>> >>> >> >> heurísticas acabam preferindo usar os atalhos). E a hierarquia
>>> >>> >> >> do
>>> >>> >> >> OSM
>>> >>> >> >> não se converte em atalhos automaticamente. A sequẽncia das
>>> >>> >> >> coisas é
>>> >>> >> >> assim:
>>> >>> >> >> - cada arco original representa a ligação de duas interseções no
>>> >>> >> >> mapa
>>> >>> >> >> - o peso dos arcos originais é atribuído por velocidade X
>>> >>> >> >> distância,
>>> >>> >> >> onde velocidade é uma estimativa feita de forma diferente por
>>> >>> >> >> cada
>>> >>> >> >> aplicação (algumas usam a classificação da via, outras não)
>>> >>> >> >> - (contraction hierarchies) os arcos de atalho são gerados
>>> >>> >> >> eliminando
>>> >>> >> >> sequências de arcos cujo peso total é muito alto
>>> >>> >> >> - (contraction hierarchies) um grafo é formado combinando os
>>> >>> >> >> arcos
>>> >>> >> >> originais com os atalhos
>>> >>> >> >> - um algoritmo de busca em grafos é aplicado sobre o grafo
>>> >>> >> >> resultante
>>> >>> >> >> (< ou seja, esse algoritmo vai usar tanto atalhos quanto arcos
>>> >>> >> >> originais, possivelmente se intercalando entre os dois)
>>> >>> >> >>
>>> >>> >> >> Por exemplo, se você tiver dois caminhos de A a B com quase a
>>> >>> >> >> mesma
>>> >>> >> >> distância total, um deles é uma primária com velocidade de
>>> >>> >> >> 10km/h, e
>>> >>> >> >> outro é uma terciária intercalada com trechos de living_street
>>> >>> >> >> que,
>>> >>> >> >> na
>>> >>> >> >> média, fica em torno de 80km/h, vai ser a primária que vai ser
>>> >>> >> >> removida na geração dos atalhos e o segundo caminho (mais
>>> >>> >> >> rápido,
>>> >>> >> >> embora envolva vias de classificação inferior) que vai virar um
>>> >>> >> >> atalho. O fato de ser primária, secundária, living street, não
>>> >>> >> >> faz
>>> >>> >> >> diferença alguma a princípio - a menos que exista um programa
>>> >>> >> >> antes
>>> >>> >> >> (como o mkgmap) que associa a classificação ao peso do arco
>>> >>> >> >> (mais
>>> >>> >> >> especificamente à velocidade, já que a distância é exata
>>> >>> >> >> sempre). O
>>> >>> >> >> OSRM, por exemplo, não associa quando a velocidade máxima é
>>> >>> >> >> definida
>>> >>> >> >> (ou seja, o segundo caso pode acontecer).
>>> >>> >> >>
>>> >>> >> >> Enfim, isso é um detalhe, a classificação tem que estar bem
>>> >>> >> >> feita
>>> >>> >> >> por
>>> >>> >> >> diversos motivos, mas (se formos pensar genericamente, para
>>> >>> >> >> vários
>>> >>> >> >> sistemas) não se pode ignorar o mapeamento da velocidade máxima
>>> >>> >> >> das
>>> >>> >> >> vias.
>>> >>> >> >>
>>> >>> >> >> 2014-07-19 12:10 GMT-03:00 Paulo Carvalho
>>> >>> >> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>>> >>> >> >> >> Pra esse algoritmo só importa a velocidade atribuída a cada
>>> >>> >> >> >> trecho
>>> >>> >> >> >> das
>>> >>> >> >> >> vias (e a atribuição pode não ter relação direta com aquilo
>>> >>> >> >> >> que
>>> >>> >> >> >> foi
>>> >>> >> >> >> mapeado, só indireta).
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> > Não é bem assim.  Na graduação se ensina o Djkstra que leva a
>>> >>> >> >> > maioria
>>> >>> >> >> > das
>>> >>> >> >> > pessoas focar apenas no custo de percurso.  Mas uma aplicação
>>> >>> >> >> > real
>>> >>> >> >> > é
>>> >>> >> >> > mais
>>> >>> >> >> > complexa. O tamanho do grafo é um fator de extrema relevância.
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> > Acho que tu não leste o artigo sobre Hierarchy Contraction.
>>> >>> >> >> > Existe
>>> >>> >> >> > uma
>>> >>> >> >> > otimização que é feita nos dispositivos móveis.  Enfim, vou
>>> >>> >> >> > resumir:
>>> >>> >> >> > para
>>> >>> >> >> > rotas de longa distância, em que analisar o grafo todo seria
>>> >>> >> >> > muito
>>> >>> >> >> > custoso
>>> >>> >> >> > tanto em termos de desempenho quanto de memória, é feito um
>>> >>> >> >> > descarte
>>> >>> >> >> > de
>>> >>> >> >> > vias
>>> >>> >> >> > de baixa hierarquia.  As vias de menor hierarquia só passam a
>>> >>> >> >> > ser
>>> >>> >> >> > computadas
>>> >>> >> >> > nas proximidades dos pontos de origem e de destino.  Por causa
>>> >>> >> >> > desse
>>> >>> >> >> > descarte, o cálculo de rotas longas pode falhar em
>>> >>> >> >> > smartphones,
>>> >>> >> >> > tablets
>>> >>> >> >> > e
>>> >>> >> >> > GPSs para mapas mal desenhados.
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> > Em 19 de julho de 2014 11:56, Fernando Trebien
>>> >>> >> >> > <fernando.trebien em gmail.com>
>>> >>> >> >> > escreveu:
>>> >>> >> >> >
>>> >>> >> >> >> Só acrescentando uns detalhes. Um resumo da ópera: em alguns
>>> >>> >> >> >> sistemas,
>>> >>> >> >> >> a classificação pode ter um efeito no roteamento, mas
>>> >>> >> >> >> fundamentalmente
>>> >>> >> >> >> o mais importante é mapear as características da via
>>> >>> >> >> >> (velocidade
>>> >>> >> >> >> máxima, superfície, etc.).
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> Pra esse algoritmo só importa a velocidade atribuída a cada
>>> >>> >> >> >> trecho
>>> >>> >> >> >> das
>>> >>> >> >> >> vias (e a atribuição pode não ter relação direta com aquilo
>>> >>> >> >> >> que
>>> >>> >> >> >> foi
>>> >>> >> >> >> mapeado, só indireta). Se não for mapeada a velocidade máxima
>>> >>> >> >> >> das
>>> >>> >> >> >> vias, então a maioria dos roteadores tenta "adivinhar" a
>>> >>> >> >> >> velocidade
>>> >>> >> >> >> a
>>> >>> >> >> >> partir da classificação. Como exemplo, eis aqui [1] como o
>>> >>> >> >> >> OSRM
>>> >>> >> >> >> faz
>>> >>> >> >> >> essa adivinhação (lembrando que é um serviço mais voltado às
>>> >>> >> >> >> características do trânsito na Europa).
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> Então, sim, a classificação é importante para o roteamento
>>> >>> >> >> >> caso
>>> >>> >> >> >> não
>>> >>> >> >> >> seja mapeada a velocidade máxima. Mas, fundamentalmente, o
>>> >>> >> >> >> mais
>>> >>> >> >> >> importante para o roteamento é a velocidade atribuída à via.
>>> >>> >> >> >> Existem
>>> >>> >> >> >> casos em que uma primária urbana tem velocidade reduzida num
>>> >>> >> >> >> trecho
>>> >>> >> >> >> curto e isso faz diferença pro roteamento decidir mandar o
>>> >>> >> >> >> usuário
>>> >>> >> >> >> por
>>> >>> >> >> >> ali ou não. Só seria mapear para a aplicação se alguém
>>> >>> >> >> >> mudasse a
>>> >>> >> >> >> classificação naquele trecho por causa da velocidade, para
>>> >>> >> >> >> forçar
>>> >>> >> >> >> um
>>> >>> >> >> >> roteador a evitar o trecho. (Um problema é que muita gente
>>> >>> >> >> >> faz
>>> >>> >> >> >> isso.)
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> Especificamente para o Garmin/mkgmap, parece que ainda existe
>>> >>> >> >> >> o
>>> >>> >> >> >> conceito de "classe de velocidade", que não é nem a
>>> >>> >> >> >> classificação
>>> >>> >> >> >> da
>>> >>> >> >> >> via (que se reflete no desenho), nem a velocidade máxima (que
>>> >>> >> >> >> produz
>>> >>> >> >> >> os alertas de velocidade). Essa é uma velocidade estimada de
>>> >>> >> >> >> trânsito
>>> >>> >> >> >> que no mkgmap [2] pode ter regras até bem complexas de
>>> >>> >> >> >> derivação
>>> >>> >> >> >> (nos
>>> >>> >> >> >> exemplos que eu vi por aí o pessoal estava derivando esse
>>> >>> >> >> >> campo a
>>> >>> >> >> >> partir de uma combinação da classe da via e da velocidade
>>> >>> >> >> >> máxima).
>>> >>> >> >> >> Até
>>> >>> >> >> >> daria pra mapear no OSM uma velocidade "esperada" pra via
>>> >>> >> >> >> (que
>>> >>> >> >> >> então
>>> >>> >> >> >> se traduziria diretamente nessa velocidade do Garmin), mas
>>> >>> >> >> >> isso é
>>> >>> >> >> >> complicado de padronizar e por isso pode gerar divergências
>>> >>> >> >> >> (e
>>> >>> >> >> >> guerras
>>> >>> >> >> >> de edição) e até pode acabar não sendo usado. [3] Algumas
>>> >>> >> >> >> abordagens
>>> >>> >> >> >> melhores são coletar a velocidade média [4] e monitorar o
>>> >>> >> >> >> tráfego
>>> >>> >> >> >> [5].
>>> >>> >> >> >> Com essas duas abordagens, a classificação se torna
>>> >>> >> >> >> irrelevante
>>> >>> >> >> >> pro
>>> >>> >> >> >> roteamento (por exemplo, no caso de uma primária estar sempre
>>> >>> >> >> >> congestionada e uma secundária paralela estar sempre livre).
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> [1]
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> https://github.com/DennisOSRM/Project-OSRM/blob/master/profiles/car.lua
>>> >>> >> >> >> [2] http://www.mkgmap.org.uk/doc/pdf/style-manual.pdf seção
>>> >>> >> >> >> 4.6.5
>>> >>> >> >> >> [3]
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Talk:Proposed_features/traffic_speed#Practicality_of_Using_Info_in_Router
>>> >>> >> >> >> [4] http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Average_speed_per_way
>>> >>> >> >> >> [5]
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> https://lists.openstreetmap.org/pipermail/talk/2012-August/063985.html
>>> >>> >> >> >>
>>> >>> >> >> >> 2014-07-15 8:30 GMT-03:00 Paulo Carvalho
>>> >>> >> >> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>>> >>> >> >> >> > Amigos,
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> >     Para compreender a razão de não quebrar a hierarquia de
>>> >>> >> >> >> > vias
>>> >>> >> >> >> > nos
>>> >>> >> >> >> > pequenos trechos que rodovias passam por cidades, recomendo
>>> >>> >> >> >> > esta
>>> >>> >> >> >> > leitura:
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > http://en.wikipedia.org/wiki/Contraction_hierarchies
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> >    Aos que já estão com o argumento "isso é mapear para
>>> >>> >> >> >> > aplicação"
>>> >>> >> >> >> > na
>>> >>> >> >> >> > ponta
>>> >>> >> >> >> > da língua rogo um momento para parar e pensar:
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > "For routing software to work well, the underlying map data
>>> >>> >> >> >> > must
>>> >>> >> >> >> > be
>>> >>> >> >> >> > of
>>> >>> >> >> >> > good
>>> >>> >> >> >> > quality. Essentially this means that ways that should be
>>> >>> >> >> >> > connected
>>> >>> >> >> >> > are
>>> >>> >> >> >> > in
>>> >>> >> >> >> > fact connected, one-way roads are tagged, turn restrictions
>>> >>> >> >> >> > are
>>> >>> >> >> >> > mapped,
>>> >>> >> >> >> > and
>>> >>> >> >> >> > so on. You should be familiar with the Map Features used,
>>> >>> >> >> >> > in
>>> >>> >> >> >> > particular
>>> >>> >> >> >> > see
>>> >>> >> >> >> > OSM tags for routing to understand the tags specific to
>>> >>> >> >> >> > routing."
>>> >>> >> >> >> > (grifo
>>> >>> >> >> >> > meu)
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > Palavras da própria comunidade OSM.
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > Fonte:  http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Routing
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > [ ]s
>>> >>> >> >> >> >
>>> >>> >> >> >> > Paulo
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