[Talk-br] A importância de não quebrar a hierarquia das vias dentro de cidades.

Paulo Carvalho paulo.r.m.carvalho em gmail.com
Quinta Julho 24 11:43:39 UTC 2014


Sò uma observação quando tu disseste "(requisito do geocoding do Garmin):"

Isso não é limitação da Garmin, mas sim dos mapas ou da compilação.

Meu bairro está 100% numerado e o mapa Garmin dele no Cocar tem a numeração
toda.

Quem quiser estão aqui: http://www.cocardl.com.br/viewtopic.php?f=52&t=139
A compilação deles é cortesia do Wesley Martins (não sei se ele participa
desta lista).

Há também os mapas do Brasil e América do Sul, cortesia do Márcio
Thundercel: http://www.cocardl.com.br/viewtopic.php?f=52&t=214 e
http://www.cocardl.com.br/viewtopic.php?f=52&t=215

Há ainda também o mapa diário de São Paulo, cortesia do Nelson (não sei que
toolset ele usa): http://naoliv.iq.unesp.br/mapas/gmapsupp.img

E ainda quem quiser, baixe os kits de compilação e compile seu próprio mapa
Garmin: http://www.cocardl.com.br/viewtopic.php?f=23&t=114


Em 20 de julho de 2014 22:00, Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com>
escreveu:

> Pessoal,
>
> O Aun se ofereceu pra ajudar testando com a compilação da
> garmin.openstreetmap.nl e pediu pra eu passar alguns endereços (pra
> ficar fácil de testar). Vou postar alguém aqui também caso queiram
> testar com outras compilações.
>
> Cruzamentos (requisito do geocoding do Garmin):
> 1. Chuí, RS: Rua Chile X Rua Palestina
> 2. Osório, RS: Rua Garibaldi X Rua Melvin Jones
> 3. Joinville, SC: Rua Nazareno X Rua Benjamin Constant
> 4. Atibaia, SP: Rua Belvedere X Rua Presidente Dutra
> 5. Belo Horizonte, MG: Rua Tom Jobim X Fua Ferreira
> 6. Teófilo Otoni, MG: Rua Coronel Ramos X Rua Dom Felipe
> 7. Vitória da Conquista, BA: Rua Nova X Rua Deusdete Amaral
> 8. Feira de Santana, BA: Rua Brumado X Rua Juazeiro
> 9. Brejo Santo, CE: Rua Marcelino Costa X Rua Joaquim Nicodemos
> 10. Fortaleza, CE: Rua Pentecoste X Rua Costa Barros
>
> Procedimento sugerido pra economizar trabalho testando:
> - testar rota de [1] a [10]; se funcionar é porque há algum problema
> com a compilação do mapa que não há na compilação do osm.nl
> - testar [1] a [6]; se não funcionar, testar [1] a [2], [2] a [3], etc.
> - se funcionar, testar [6] a [10]; se não funcionar, testar [6] a [7],
> [7] a [8], etc.
>
> Se identificarem o trecho em que o roteamento falha, me avisem que eu
> mando o próximo conjunto de pontos (que então deve nos levar ao ponto
> exato do problema). Não mandei agora porque senão teria que sugerir
> 100 pontos.
>
> 2014-07-20 20:05 GMT-03:00 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> > Ok, entendido.  Obrigado pelas sugestões.
> >
> > []s
> >
> > Paulo
> >
> >
> > Em 20 de julho de 2014 15:17, Fernando Trebien <
> fernando.trebien em gmail.com>
> > escreveu:
> >
> >> "Acho razoável se basear na rota do OSRM
> >> pra elencar um ponto mais ou menos" > mais ou menos no meio
> >>
> >> 2014-07-20 15:16 GMT-03:00 Fernando Trebien <fernando.trebien em gmail.com
> >:
> >> > Uma sugestão para diminuir o espaço de busca: dividir para conquistar.
> >> >
> >> > Ao invés de calcular uma rota tão longa, tente calcular a rota até
> >> > metade do caminho, e depois da metade até o destino. (Não precisa ser
> >> > exatamente a metade, qualquer ponto mais ou menos no meio serve.) O
> >> > problema vai estar no trecho em que esse teste falhar.
> >> >
> >> > Daí você pega o trecho problemático e repete: testa a primeira metade
> >> > dele, depois a segunda metade. Cada vez que você repete você diminui o
> >> > espaço de busca. São 3000km, dividindo por 2 a cada vez você
> >> > provavelmente vai chegar à raiz exata do problema em menos de 20
> >> > tentativas.
> >> >
> >> > Como saber onde fica a metade? Acho razoável se basear na rota do OSRM
> >> > pra elencar um ponto mais ou menos: http://osrm.at/8yC
> >> >
> >> > Um complicador é que pode ter mais de um problema ao longo de toda
> >> > essa rota. Se os dois trechos falharem, você vai ter que testar os
> >> > dois trechos separadamente, ao invés de eliminar um deles. E se forem
> >> > muitos os problemas, pode precisar de papel e caneta pra lembrar de
> >> > quais trechos você já testou.
> >> >
> >> > É bem provável que isso seja de fato um erro de classificação que
> >> > precisa ser corrigido no OSM - não com o objetivo específico de fazer
> >> > o Garmin funcionar, mas sim com o objetivo de deixar a classificação
> >> > correta. Sim, aplicações mais simples podem ser usadas (e normalmente
> >> > são uma forma excelente) para detectar problemas com os dados que não
> >> > interferem tanto com as aplicações mais modernas. E nesse caso
> >> > específico tanto a comunidade do OSM (agnóstica aos dispositivos)
> >> > quanto os usuários de Garmin saem ganhando.
> >> >
> >> > 2014-07-20 12:47 GMT-03:00 Paulo Carvalho
> >> > <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> >> >> Temos um exemplo de um mapa Garmin que não está calculando uma rota
> >> >> entre o
> >> >> extremo sul do Brasil e um ponto no Ceará.  A rota é calculada
> >> >> normalmente
> >> >> no Mapsource (computador) mas não no GPS (dipositivo móvel).  O
> >> >> problema é
> >> >> justamente localizar onde está a interrupção ou alternância de
> >> >> classificação
> >> >> de vias nos mais de 3000km da rota.
> >> >>
> >> >>
> >> >> Em 20 de julho de 2014 12:05, Fernando Trebien
> >> >> <fernando.trebien em gmail.com>
> >> >> escreveu:
> >> >>
> >> >>> Contraction hierarquies permite usar Dijkstra bidirecional + alguma
> >> >>> heurística otimista em ambientes com restrições de memória e
> >> >>> capacidade computacional sem remover qualquer via do cálculo. Isso
>> >> >>> lá nos papers referenciados no final daquele artigo da Wikipédia que
> >> >>> você apontou. Era a isso que eu me referia ao julgar a inteligência
> do
> >> >>> algoritmo, e por ser um fato (o algoritmo foi publicado e nada
> >> >>> "impede" que seja implementado), não tem como ser arrogante. É uma
> >> >>> escolha simples (bem, não tão simples) que o desenvolvedor da
> >> >>> aplicação tem que fazer. E é uma escolha que é independente do mapa
> >> >>> (que, novamente, serve a vários propósitos, não só ao roteamento,
> não
> >> >>> só ao roteamento em ambientes com capacidades limitadas).
> >> >>>
> >> >>> "Mas interromper uma motorway com um trecho de residential vai
> quebrar
> >> >>> o roteamento em muitas aplicações." Pode dar um exemplo de
> aplicação e
> >> >>> local?
> >> >>>
> >> >>> Apesar de solicitar esse exemplo, não conheço nenhum caso em que uma
> >> >>> motorway/trunk precisaria ter um trecho classificado como
> >> >>> "residencial". Na pior das hipóteses, teria um trecho classificado
> >> >>> como terciária por estar não-pavimentada - mas acho que nem no
> Brasil
> >> >>> essa situação ocorre. Recentemente eu achei um exemplo em que uma
> >> >>> trunk se intercala com uma primária [1], mas isso também não deve
> >> >>> afetar esses sistemas que descartam vias a que você se refere.
> >> >>>
> >> >>> E claro, no caso particular, raro, e bizarro de uma classificação
> fiel
> >> >>> produzir uma situação assim, podemos pensar em discutir com a
> >> >>> comunidade sobre o que fazer. A idéia de não alternar demais a
> >> >>> classificação da via poderia ser aplicada ser for só um trecho curto
> >> >>> com características diferentes, e o motivo não seria só o
> roteamento.
> >> >>>
> >> >>> [1] http://www.openstreetmap.org/#map=12/-29.5385/-51.8998
> >> >>>
> >> >>> 2014-07-20 10:47 GMT-03:00 Paulo Carvalho
> >> >>> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> >> >>> >
> >> >>> >
> >> >>> >
> >> >>> > Em 19 de julho de 2014 22:29, Fernando Trebien
> >> >>> > <fernando.trebien em gmail.com>
> >> >>> > escreveu:
> >> >>> >
> >> >>> >> Sabendo que há trabalhos cientificos publicados descrevendo bons
> >> >>> >> algoritmos para esses ambientes e que não descartam quaisquer
> vias
> >> >>> >> (mesmo as de classe bem inferior), acho que não devemos fazer
> >> >>> >> adaptações no mapa em favor de algoritmos menos inteligentes.
> (Isso
> >> >>> >> seria mapear para a aplicação.)
> >> >>> >
> >> >>> >
> >> >>> > Menos inteligentes????   Desculpa, Fernando, esse seu comentário
> foi
> >> >>> > um
> >> >>> > tanto arrogante.  Quando você tem restrição de recursos de
> hardware
> >> >>> > em
> >> >>> > dispositivos móveis você TEM que fazer otimização. Isso para mim é
> >> >>> > sinal
> >> >>> > de
> >> >>> > extrema inteligência.
> >> >>> >
> >> >>> > E só uma palavra sobre artigos científicos: poucas vezes tratam-se
> >> >>> > de
> >> >>> > ideias
> >> >>> > praticáveis. O algoritmo Dijkstra é um exemplo.  Ninguém usa a
> forma
> >> >>> > tal
> >> >>> > como publicada pelo Dijkstra originalmente.  A indústria sempre
> faz
> >> >>> > várias
> >> >>> > melhorias para o mundo real.  Sei disso porque trabalho nos dois
> >> >>> > mundos
> >> >>> > e
> >> >>> > também porque estou escrevendo um artigo e não estou pensando em
> >> >>> > problemas
> >> >>> > de ordem prática.  A teoria já dá trabalho suficiente.  Isso não é
> >> >>> > pecado, é
> >> >>> > como o progresso funciona: cada especialista em sua área.
> >> >>> >
> >> >>> >>
> >> >>> >>
> >> >>> >> Mas, ao mesmo tempo, acho que são muito raros os casos em que
> >> >>> >> adaptações seriam necessárias para evitar problemas com esses
> >> >>> >> algoritmos que descartam vias. A menos que eles estejam
> descartando
> >> >>> >> até as vias primárias (arteriais urbanas), daí não tem como
> >> >>> >> resolver
> >> >>> >> mesmo.
> >> >>> >
> >> >>> >
> >> >>> > Não são raros não.  Você tem que pensar em para que a maioria dos
> >> >>> > usuários
> >> >>> > precisa de um mapa de ruas (Street Map):
> >> >>> > a) Encontrar um lugar (geocoding);
> >> >>> > b) Navegar até um lugar (roteamento);
> >> >>> > c) Quase sempre em trânsito, com dispositivos móveis.
> >> >>> >
> >> >>> > Se essas coisas não estão funcionando bem, elas procurarão
> >> >>> > alternativas
> >> >>> > e aí
> >> >>> > seu mapa será o mais puro do mundo mas vazio de propósito.  Se
> >> >>> > queres
> >> >>> > que o
> >> >>> > mapa se torne popular, TEM que pensar nas questões de ordem
> prática.
> >> >>> >
> >> >>> > Acho que dá para conciliar os princípios do OSM com as questões
> >> >>> > práticas.
> >> >>> > Mas interromper uma motorway com um trecho de residential vai
> >> >>> > quebrar o
> >> >>> > roteamento em muitas aplicações.  Não digo colocar tudo igual, mas
> >> >>> > não
> >> >>> > deixar as classes tão contrastantes conforme já exemplificado.
> >> >>> >
> >> >>> > []s
> >> >>> >
> >> >>> > Paulo
> >> >>> >
> >> >>> >>
> >> >>> >>
> >> >>> >> 2014-07-19 17:56 GMT-03:00 Paulo Carvalho
> >> >>> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> >> >>> >> > E qual sua opinião sobre o descarte de vias de baixa prioridade
> >> >>> >> > nos
> >> >>> >> > roteamentos de longa distância em ambientes com baixa memória e
> >> >>> >> > processamento mais lento?
> >> >>> >> >
> >> >>> >> >
> >> >>> >> > Em 19 de julho de 2014 12:58, Fernando Trebien
> >> >>> >> > <fernando.trebien em gmail.com>
> >> >>> >> > escreveu:
> >> >>> >> >
> >> >>> >> >> Li sim, há bastante tempo. Mas acho que estás confundindo as
> >> >>> >> >> hierarquias do OSM com a hierarquia de atalhos emergente que o
> >> >>> >> >> algoritmo de "contraction hierarchies" produz (que inclusive
> >> >>> >> >> pode
> >> >>> >> >> ter
> >> >>> >> >> muito mais níveis do que os poucos que existem no OSM). Os
> >> >>> >> >> atalhos
> >> >>> >> >> servem apenas para acelerar outro algoritmo de roteamento
> >> >>> >> >> qualquer
> >> >>> >> >> (geralmente se adota uma variação do Dijkstra, e nesse caso as
> >> >>> >> >> heurísticas acabam preferindo usar os atalhos). E a hierarquia
> >> >>> >> >> do
> >> >>> >> >> OSM
> >> >>> >> >> não se converte em atalhos automaticamente. A sequẽncia das
> >> >>> >> >> coisas é
> >> >>> >> >> assim:
> >> >>> >> >> - cada arco original representa a ligação de duas interseções
> no
> >> >>> >> >> mapa
> >> >>> >> >> - o peso dos arcos originais é atribuído por velocidade X
> >> >>> >> >> distância,
> >> >>> >> >> onde velocidade é uma estimativa feita de forma diferente por
> >> >>> >> >> cada
> >> >>> >> >> aplicação (algumas usam a classificação da via, outras não)
> >> >>> >> >> - (contraction hierarchies) os arcos de atalho são gerados
> >> >>> >> >> eliminando
> >> >>> >> >> sequências de arcos cujo peso total é muito alto
> >> >>> >> >> - (contraction hierarchies) um grafo é formado combinando os
> >> >>> >> >> arcos
> >> >>> >> >> originais com os atalhos
> >> >>> >> >> - um algoritmo de busca em grafos é aplicado sobre o grafo
> >> >>> >> >> resultante
> >> >>> >> >> (< ou seja, esse algoritmo vai usar tanto atalhos quanto arcos
> >> >>> >> >> originais, possivelmente se intercalando entre os dois)
> >> >>> >> >>
> >> >>> >> >> Por exemplo, se você tiver dois caminhos de A a B com quase a
> >> >>> >> >> mesma
> >> >>> >> >> distância total, um deles é uma primária com velocidade de
> >> >>> >> >> 10km/h, e
> >> >>> >> >> outro é uma terciária intercalada com trechos de living_street
> >> >>> >> >> que,
> >> >>> >> >> na
> >> >>> >> >> média, fica em torno de 80km/h, vai ser a primária que vai ser
> >> >>> >> >> removida na geração dos atalhos e o segundo caminho (mais
> >> >>> >> >> rápido,
> >> >>> >> >> embora envolva vias de classificação inferior) que vai virar
> um
> >> >>> >> >> atalho. O fato de ser primária, secundária, living street, não
> >> >>> >> >> faz
> >> >>> >> >> diferença alguma a princípio - a menos que exista um programa
> >> >>> >> >> antes
> >> >>> >> >> (como o mkgmap) que associa a classificação ao peso do arco
> >> >>> >> >> (mais
> >> >>> >> >> especificamente à velocidade, já que a distância é exata
> >> >>> >> >> sempre). O
> >> >>> >> >> OSRM, por exemplo, não associa quando a velocidade máxima é
> >> >>> >> >> definida
> >> >>> >> >> (ou seja, o segundo caso pode acontecer).
> >> >>> >> >>
> >> >>> >> >> Enfim, isso é um detalhe, a classificação tem que estar bem
> >> >>> >> >> feita
> >> >>> >> >> por
> >> >>> >> >> diversos motivos, mas (se formos pensar genericamente, para
> >> >>> >> >> vários
> >> >>> >> >> sistemas) não se pode ignorar o mapeamento da velocidade
> máxima
> >> >>> >> >> das
> >> >>> >> >> vias.
> >> >>> >> >>
> >> >>> >> >> 2014-07-19 12:10 GMT-03:00 Paulo Carvalho
> >> >>> >> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> >> >>> >> >> >> Pra esse algoritmo só importa a velocidade atribuída a cada
> >> >>> >> >> >> trecho
> >> >>> >> >> >> das
> >> >>> >> >> >> vias (e a atribuição pode não ter relação direta com aquilo
> >> >>> >> >> >> que
> >> >>> >> >> >> foi
> >> >>> >> >> >> mapeado, só indireta).
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> > Não é bem assim.  Na graduação se ensina o Djkstra que leva
> a
> >> >>> >> >> > maioria
> >> >>> >> >> > das
> >> >>> >> >> > pessoas focar apenas no custo de percurso.  Mas uma
> aplicação
> >> >>> >> >> > real
> >> >>> >> >> > é
> >> >>> >> >> > mais
> >> >>> >> >> > complexa. O tamanho do grafo é um fator de extrema
> relevância.
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> > Acho que tu não leste o artigo sobre Hierarchy Contraction.
> >> >>> >> >> > Existe
> >> >>> >> >> > uma
> >> >>> >> >> > otimização que é feita nos dispositivos móveis.  Enfim, vou
> >> >>> >> >> > resumir:
> >> >>> >> >> > para
> >> >>> >> >> > rotas de longa distância, em que analisar o grafo todo seria
> >> >>> >> >> > muito
> >> >>> >> >> > custoso
> >> >>> >> >> > tanto em termos de desempenho quanto de memória, é feito um
> >> >>> >> >> > descarte
> >> >>> >> >> > de
> >> >>> >> >> > vias
> >> >>> >> >> > de baixa hierarquia.  As vias de menor hierarquia só passam
> a
> >> >>> >> >> > ser
> >> >>> >> >> > computadas
> >> >>> >> >> > nas proximidades dos pontos de origem e de destino.  Por
> causa
> >> >>> >> >> > desse
> >> >>> >> >> > descarte, o cálculo de rotas longas pode falhar em
> >> >>> >> >> > smartphones,
> >> >>> >> >> > tablets
> >> >>> >> >> > e
> >> >>> >> >> > GPSs para mapas mal desenhados.
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> > Em 19 de julho de 2014 11:56, Fernando Trebien
> >> >>> >> >> > <fernando.trebien em gmail.com>
> >> >>> >> >> > escreveu:
> >> >>> >> >> >
> >> >>> >> >> >> Só acrescentando uns detalhes. Um resumo da ópera: em
> alguns
> >> >>> >> >> >> sistemas,
> >> >>> >> >> >> a classificação pode ter um efeito no roteamento, mas
> >> >>> >> >> >> fundamentalmente
> >> >>> >> >> >> o mais importante é mapear as características da via
> >> >>> >> >> >> (velocidade
> >> >>> >> >> >> máxima, superfície, etc.).
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> Pra esse algoritmo só importa a velocidade atribuída a cada
> >> >>> >> >> >> trecho
> >> >>> >> >> >> das
> >> >>> >> >> >> vias (e a atribuição pode não ter relação direta com aquilo
> >> >>> >> >> >> que
> >> >>> >> >> >> foi
> >> >>> >> >> >> mapeado, só indireta). Se não for mapeada a velocidade
> máxima
> >> >>> >> >> >> das
> >> >>> >> >> >> vias, então a maioria dos roteadores tenta "adivinhar" a
> >> >>> >> >> >> velocidade
> >> >>> >> >> >> a
> >> >>> >> >> >> partir da classificação. Como exemplo, eis aqui [1] como o
> >> >>> >> >> >> OSRM
> >> >>> >> >> >> faz
> >> >>> >> >> >> essa adivinhação (lembrando que é um serviço mais voltado
> às
> >> >>> >> >> >> características do trânsito na Europa).
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> Então, sim, a classificação é importante para o roteamento
> >> >>> >> >> >> caso
> >> >>> >> >> >> não
> >> >>> >> >> >> seja mapeada a velocidade máxima. Mas, fundamentalmente, o
> >> >>> >> >> >> mais
> >> >>> >> >> >> importante para o roteamento é a velocidade atribuída à
> via.
> >> >>> >> >> >> Existem
> >> >>> >> >> >> casos em que uma primária urbana tem velocidade reduzida
> num
> >> >>> >> >> >> trecho
> >> >>> >> >> >> curto e isso faz diferença pro roteamento decidir mandar o
> >> >>> >> >> >> usuário
> >> >>> >> >> >> por
> >> >>> >> >> >> ali ou não. Só seria mapear para a aplicação se alguém
> >> >>> >> >> >> mudasse a
> >> >>> >> >> >> classificação naquele trecho por causa da velocidade, para
> >> >>> >> >> >> forçar
> >> >>> >> >> >> um
> >> >>> >> >> >> roteador a evitar o trecho. (Um problema é que muita gente
> >> >>> >> >> >> faz
> >> >>> >> >> >> isso.)
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> Especificamente para o Garmin/mkgmap, parece que ainda
> existe
> >> >>> >> >> >> o
> >> >>> >> >> >> conceito de "classe de velocidade", que não é nem a
> >> >>> >> >> >> classificação
> >> >>> >> >> >> da
> >> >>> >> >> >> via (que se reflete no desenho), nem a velocidade máxima
> (que
> >> >>> >> >> >> produz
> >> >>> >> >> >> os alertas de velocidade). Essa é uma velocidade estimada
> de
> >> >>> >> >> >> trânsito
> >> >>> >> >> >> que no mkgmap [2] pode ter regras até bem complexas de
> >> >>> >> >> >> derivação
> >> >>> >> >> >> (nos
> >> >>> >> >> >> exemplos que eu vi por aí o pessoal estava derivando esse
> >> >>> >> >> >> campo a
> >> >>> >> >> >> partir de uma combinação da classe da via e da velocidade
> >> >>> >> >> >> máxima).
> >> >>> >> >> >> Até
> >> >>> >> >> >> daria pra mapear no OSM uma velocidade "esperada" pra via
> >> >>> >> >> >> (que
> >> >>> >> >> >> então
> >> >>> >> >> >> se traduziria diretamente nessa velocidade do Garmin), mas
> >> >>> >> >> >> isso é
> >> >>> >> >> >> complicado de padronizar e por isso pode gerar divergências
> >> >>> >> >> >> (e
> >> >>> >> >> >> guerras
> >> >>> >> >> >> de edição) e até pode acabar não sendo usado. [3] Algumas
> >> >>> >> >> >> abordagens
> >> >>> >> >> >> melhores são coletar a velocidade média [4] e monitorar o
> >> >>> >> >> >> tráfego
> >> >>> >> >> >> [5].
> >> >>> >> >> >> Com essas duas abordagens, a classificação se torna
> >> >>> >> >> >> irrelevante
> >> >>> >> >> >> pro
> >> >>> >> >> >> roteamento (por exemplo, no caso de uma primária estar
> sempre
> >> >>> >> >> >> congestionada e uma secundária paralela estar sempre
> livre).
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> [1]
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> https://github.com/DennisOSRM/Project-OSRM/blob/master/profiles/car.lua
> >> >>> >> >> >> [2] http://www.mkgmap.org.uk/doc/pdf/style-manual.pdf
> seção
> >> >>> >> >> >> 4.6.5
> >> >>> >> >> >> [3]
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Talk:Proposed_features/traffic_speed#Practicality_of_Using_Info_in_Router
> >> >>> >> >> >> [4]
> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Average_speed_per_way
> >> >>> >> >> >> [5]
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> https://lists.openstreetmap.org/pipermail/talk/2012-August/063985.html
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> 2014-07-15 8:30 GMT-03:00 Paulo Carvalho
> >> >>> >> >> >> <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
> >> >>> >> >> >> > Amigos,
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> >     Para compreender a razão de não quebrar a hierarquia
> de
> >> >>> >> >> >> > vias
> >> >>> >> >> >> > nos
> >> >>> >> >> >> > pequenos trechos que rodovias passam por cidades,
> recomendo
> >> >>> >> >> >> > esta
> >> >>> >> >> >> > leitura:
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > http://en.wikipedia.org/wiki/Contraction_hierarchies
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> >    Aos que já estão com o argumento "isso é mapear para
> >> >>> >> >> >> > aplicação"
> >> >>> >> >> >> > na
> >> >>> >> >> >> > ponta
> >> >>> >> >> >> > da língua rogo um momento para parar e pensar:
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > "For routing software to work well, the underlying map
> data
> >> >>> >> >> >> > must
> >> >>> >> >> >> > be
> >> >>> >> >> >> > of
> >> >>> >> >> >> > good
> >> >>> >> >> >> > quality. Essentially this means that ways that should be
> >> >>> >> >> >> > connected
> >> >>> >> >> >> > are
> >> >>> >> >> >> > in
> >> >>> >> >> >> > fact connected, one-way roads are tagged, turn
> restrictions
> >> >>> >> >> >> > are
> >> >>> >> >> >> > mapped,
> >> >>> >> >> >> > and
> >> >>> >> >> >> > so on. You should be familiar with the Map Features used,
> >> >>> >> >> >> > in
> >> >>> >> >> >> > particular
> >> >>> >> >> >> > see
> >> >>> >> >> >> > OSM tags for routing to understand the tags specific to
> >> >>> >> >> >> > routing."
> >> >>> >> >> >> > (grifo
> >> >>> >> >> >> > meu)
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > Palavras da própria comunidade OSM.
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > Fonte:  http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Routing
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > [ ]s
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > Paulo
> >> >>> >> >> >> >
> >> >>> >> >> >> > _______________________________________________
> >> >>> >> >> >> > Talk-br mailing list
> >> >>> >> >> >> > Talk-br em openstreetmap.org
> >> >>> >> >> >> > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >>> >> >> >> >
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> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >>
> >> >>> >> >> >> --
> >> >>> >> >> >> Fernando Trebien
> >> >>> >> >> >> +55 (51) 9962-5409
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> >> >>> >> >> >> "Nullius in verba."
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> >> >>> >> >> >> Talk-br mailing list
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