[Talk-br] Classificação de rodovias no Brasil

wille wille em wille.blog.br
Quarta Abril 15 14:35:45 UTC 2015


Oi, Fernando

O esquema africano de classificação de rodovias leva em conta a 
importância socioeconômica da rodovia e não sua infraestrutura: 
http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Highway_Tag_Africa

Assim, não tem nada a ver com o fato da rodovia ser federal ou não. Eu 
prefiro que continuemos usando o padrão que definimos no passado e que 
está bastante claro para rodovias, apesar de ser ainda nebuloso para 
vias urbanas.

abraços,
wille


Em 2015-04-15 11:12, Fernando Trebien escreveu:
> Acho que algumas das nossas concepções sobre a classificação vão mudar
> quando o Carto (estilo oficial do OSM) passar a diferenciar as vias
> pavimentadas das não-pavimentadas, independente da sua classificação.
> Daqui a 12 dias (na próxima atualização do Debian) vou conseguir
> propor estilos gráficos para isso (ninguém "fez" realmente uma prova
> de conceito até agora, só alguns esboços) e quem sabe com isso o
> debate ande.
> 
> Me parece que nossos vizinhos latino-americanos e africanos estão
> classificando todas as rodovias federais como trunk, independente da
> sua estrutura física ou do tipo de projeto. Basta dar uma olhada no
> mapa com nível de zoom 5 para ver isso:
> http://www.openstreetmap.org/#map=5/7.733/3.032
> 
> 2015-04-13 16:30 GMT-03:00 Flavio Bello Fialho 
> <bello.flavio em gmail.com>:
>> Eu odeio esse assunto. Desde que eu entrei no OSM, ele sempre volta 
>> pelo
>> menos uma vez por ano. O que mais me incomoda é que as discussões são
>> longas, tomam tempo que podia ser melhor gasto em outras coisas e 
>> acabam não
>> progredindo muito. Não é culpa de ninguém. É um assunto importante, 
>> mas
>> cansativo. Não existe consenso. O artigo no wiki demonstra isso. Eu 
>> gostaria
>> que existisse, mas não existe. Não existe nem consenso sobre o que é
>> consenso nessa questão.
>> 
>> Infelizmente, eu me sito obrigado a participar dessa discussão cada 
>> vez que
>> ela aparece, porque ela afeta diretamente o meu trabalho no OSM. Acho 
>> que o
>> mapa do Brasil não está maduro o suficiente para tomarmos uma decisão
>> definitiva sobre a classificação de vias. No fim, quem trabalha no 
>> mapa vai
>> ter que decidir conforme a sua consciência. Sugiro que não foquem o 
>> trabalho
>> apenas na classificação, e sim em outras coisas mais críticas, como 
>> mapear
>> as rodovias que não existem no mapa ou colocar as que existem no lugar 
>> certo
>> (os dados importados do IBGE estão muito toscos), ou mapeando 
>> corretamente
>> os cruzamentos e restrições de conversão, que também são importantes 
>> para o
>> roteamento. Se for possível incluí-los, os tags "lanes", "maxspeed" e
>> "surface" podem ajudar bastante na classificação das rodovias no 
>> futuro (ou
>> não, dependendo do critério; nesse caso, eles se tornariam ainda mais
>> importantes). À medida que forem fazendo isso, se quiserem, ajustem a
>> classificação das rodovias que forem editadas da forma que acharem 
>> melhor.
>> 
>> Muita paz para todos. Espero ter contribuído com alguma coisa e 
>> desculpe se,
>> por algum motivo, alguém se sentir incomodado com o meu comentário.
>> 
>> Em 12 de abril de 2015 01:46, Gilmar Ferreira <gilmar.alves em gmail.com>
>> escreveu:
>>> 
>>> Concordo que o artigo seja editado para refletir mais claramente o 
>>> que já
>>> é consensual na comunidade.
>>> 
>>> Para alguém que está começando na comunidade, e eu estou começando, o
>>> artigo está confuso: não ficou muito claro o que era consensual.
>>> 
>>> Gilmar
>>> 
>>> 
>>> Em sáb, 11 de abr de 2015 16:08, Fernando Trebien
>>> <fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
>>>> 
>>>> Até onde me consta, o último debate amplo da comunidade que gerou
>>>> consenso é o que consta na segunda seção deste artigo: [1]
>>>> 
>>>> Esta seção foi primariamente editada por mim na época, sempre 
>>>> pedindo
>>>> que a comunidade revisasse e criticasse, e fiz questão de apontar 
>>>> para
>>>> as discussões na lista e inclusive de reconhecer publicamente aquilo
>>>> que a comunidade considerou como "erros" meus, para que todos
>>>> soubessem até que ponto devem interpretar essas recomendações de 
>>>> forma
>>>> "literal".
>>>> 
>>>> O artigo foi recentemente editado pelo usuário Fbello [2], que
>>>> participou das discussões sobre esse assunto aqui na lista. Ele
>>>> colocou no topo do artigo uma tabela cuja origem eu desconheço e que
>>>> não consta nos comentários de edição do wiki. Se é uma proposta,
>>>> deveria ter escrito que é uma proposta, e não dar a entender que é o
>>>> consenso da comunidade. Se ninguém se opuser, eu gostaria de mover
>>>> essa seção para baixo e de listá-la como proposta em debate. Essas
>>>> páginas "principais" do wiki deveriam ser tratadas como local de
>>>> conhecimento consolidado, não como ponto de disputa ideológica.
>>>> 
>>>> O critério por consenso para que uma via seja considerada expressa é 
>>>> o
>>>> seguinte: (estou lendo direto do fluxograma no artigo)
>>>> 1. Seja duplicada - tenha predominantemente pelo menos 2 faixas por
>>>> sentido (pode ter 1 só em alguns poucos trechos curtos)
>>>> 2. Tenha uma separação central entre as duas mãos - pode ser um
>>>> canteiro, uma defensa, ou (em teoria, mas nunca vi na prática) até
>>>> mesmo certos tipos de "tartarugas" [3]
>>>> 3. Possua semáforos ou interseções em nível (aquelas que fazem o 
>>>> fluxo
>>>> que entra/sai/atravessa a via parar completamente até conseguir uma
>>>> brecha no tráfego). [4] Isso distingue essas vias das motorways onde
>>>> há faixas para ingressar/sair, sem necessidade de parar (apenas dar
>>>> sinal e esperar a boa vontade dos motoristas da faixa ao lado).
>>>> 
>>>> O critério para diferenciar primárias e secundárias não-urbanas é
>>>> simplesmente a presença/ausência de acostamento. Não é uma
>>>> diferenciação muito importante (foi mencionado por alguns algumas
>>>> vezes no meio do debate, posso conseguir o link se quiserem), então
>>>> não precisa ser seguida à risca.
>>>> 
>>>> Para classificação urbana, não há um consenso amplamente debatido, 
>>>> eu
>>>> estava esperando alguém criticar o meu novo trabalho em Porto Alegre
>>>> (que não está 100% concluído, falta "consertar" as living streets)
>>>> para então lançar esse assunto desgastante de novo de uma forma que 
>>>> se
>>>> aplicasse a muitas cidades. [5] Essa proposta permitiria diferenciar
>>>> primárias e secundárias independente de estarem em meio urbano ou
>>>> rural - mas não foi discutida, portanto não é consenso. Nessa
>>>> proposta, ambas as vias teriam que ter uma velocidade máxima de pelo
>>>> menos 60km/h (teriam que ser "arteriais" pelos moldes do CTB), e a
>>>> diferença seria se a via é ou não parte do principal trajeto entre
>>>> dois "núcleos viários urbanos" (e seria preciso discutir como 
>>>> avaliar
>>>> onde estão esses núcleos), sem se preocupar com detalhes físicos 
>>>> como
>>>> largura, pistas, acostamento, pavimento ou falta dele, etc.
>>>> 
>>>> [1]
>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt-br:How_to_map_a#Fluxograma_de_classifica.C3.A7.C3.A3o_.28esquema_br2013.29
>>>> [2]
>>>> http://wiki.openstreetmap.org/w/index.php?title=Pt-br%3AHow_to_map_a&diff=1129896&oldid=1051591
>>>> [3] http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?id=25892
>>>> [4] http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?id=26067
>>>> [5]
>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/User:Ftrebien/Drafts/Classifica%C3%A7%C3%A3o_de_vias_em_Porto_Alegre
>>>> 
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>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
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