[Talk-br] Excesso de living street em Porto Alegre

wille wille em wille.blog.br
Terça Janeiro 7 16:43:36 UTC 2014


Não conheço a Barão do Amazonas, mas, pelo que foi dito aqui, discordo 
de classificar como living_street pelo seguinte motivo: pelo código de 
trânsito ou pelas leis locais, ela não é uma via compartilhada entre 
carros e pedestres, mesmo que durante os dias úteis tenha muitos 
pedestres circulando sobre a via, a gente não pode dizer que é via 
compartilhada. Pois ao mesmo tempo que a gente estaria recomendando aos 
motoristas evitar essa via, estaria sugerindo aos pedestres dar 
preferência por uma via difícil de se caminhar ou andar no meio da rua.

No caso do aglomerado subnormal, também não há nenhuma determinação que 
diga que a via é compartilhada, porém a ausência de legislação é uma 
característica do aglomerado subnormal.

Não gosto muito desse tipo de discussão porque o ideal seria que 
tivéssemos um esquema de classificação hiper simples, pois o OSM é feito 
para ser editado por qualquer pessoa.

abraços,
wille


Em 2014-01-07 09:31, Paulo Carvalho escreveu:
> Fernando, cartografia é uma arte-ciência bem pragmática.  Você olha a
> via, classifica e pronto.  O caso da Barão do Amazonas é óbvio.  É uma
> via importante.  Classificá-la como living street é definitvamente um
> erro.
> 
> Devemos gastar nosso tempo para discutir pontos realmente indefinidos.
> 
> Em 7 de janeiro de 2014 10:00, Fernando Trebien
> <fernando.trebien em gmail.com> escreveu:
> 
>> Parece que todos estão ignorando quando eu disse que "precisa de
>> refinamentos" e quando eu disse "talvez tenhamos que reclassificar
>> segundo esse novo critério com que concordamos" e que isso 
>> "resolveria
>> a maioria dos casos citados" ("mas não mudaria muito a grande maioria
>> dos demais").
>> 
>> Se ninguém assumir esse trabalho, isso vai ser feito por mim, mas não
>> hoje, hoje não posso.
>> 
>> Tem mais alguém pensando em formas de classificar vias urbanas? Se
>> sim, gostaria de propostas. É fácil criticar o trabalho dos outros 
>> sem
>> propor uma solução.
>> 
>> 2014/1/7 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com>:
>> 
>>> Tenho que concordar com o Flávio.  Dei uma olhada na Barão do 
>>> Amazonas no
>>> Google Street View e essa via é de tertiary para cima.  Pelo fato de 
>>> ter
>>> muitos ônibus, atravessar o canal e ligar locais distantes colcaria 
>>> como
>>> secondary, junto a Guilherme Alvez, que tem característica 
>>> semelhante e
>>> funciona em conjunto com a primeira rua como uma via de maior 
>>> "largura de
>>> banda".
>>> 
>>> P.S.: Não moro em PoA, mas já estive lá diversas vezes, indo e vindo 
>>> entre o
>>> Moinhos de Vento ou Centro e o Campus do Vale da UFRGS.
>>> 
>>> 
>>> Em 7 de janeiro de 2014 09:10, Fernando Trebien 
>>> <fernando.trebien em gmail.com>
>>> escreveu:
>>> 
>>>> Você leu a discussão inteira né? Há uma proposta nova de 
>>>> classificação que
>>>> dá um resultado bem menos "horroroso" e que a comunidade gostou 
>>>> (espero que
>>>> você tenha visto a foto, já a mostrei aqui 2 vezes). Está até 
>>>> descrito como
>>>> fazer. Se lhe incomoda tanto, você tem liberdade pra aplicá-la 
>>>> agora mesmo.
>>>> Só lhe peço para converter a informação das preferências em 
>>>> placas-pare, pra
>>>> que essa informação não se perca.
>>>> 
>>>> Você leu a discussão sobre living street né? Duas pessoas além de 
>>>> mim
>>>> estão interessadas em usar living streets onde pedestres são 
>>>> forçados a
>>>> andar na pista junto com os carros por falta de calçadas. Isso dá 
>>>> quase a
>>>> mesma classificação atual, provavelmente mudando os casos que mais 
>>>> incomodam
>>>> vocês e uns poucos outros. Fico feliz que você seja a segunda 
>>>> pessoa a
>>>> concordar que seriam interessantes também em ruas muito estreitas, 
>>>> foi a
>>>> idéia com que a comunidade menos concordou da outra vez que essa 
>>>> discussão
>>>> surgiu.
>>>> 
>>>> On Jan 7, 2014 8:12 AM, "Flavio Bello Fialho" 
>>>> <bello.flavio em gmail.com>
>>>> wrote:
>>>>> 
>>>>> 18 mensagens em 4 horas nesse thread.
>>>>> 
>>>>> Eu desisti de Porto Alegre por enquanto, apesar de ter nascido e 
>>>>> morado
>>>>> boa parte da minha vida lá, em função da zona que virou a 
>>>>> classificação das
>>>>> ruas. A Barão do Amazonas está como living street? É o que 
>>>>> acontece quando
>>>>> se tenta reinventar os critérios de mapeamento do nada. Gostaria 
>>>>> muito que
>>>>> outros mapeadores se manifestassem sobre a situação de Porto 
>>>>> Alegre.
>>>>> 
>>>>> Fernando, eu respeito o teu trabalho e admiro a tua dedicação. 
>>>>> Precisamos
>>>>> de mais mapeadores com a paixão que tu tens pelo projeto. Só que 
>>>>> essa forma
>>>>> de classificação das vias gera um mapa horroroso. Não me leve a 
>>>>> mal, mas
>>>>> acho que podemos aproveitar melhor a nossa energia de outra forma.
>>>>> 
>>>>> Quanto a living street, é uma via em que pedestres têm preferência 
>>>>> sobre
>>>>> veículos. Até podemos mapear ruas residenciais muito estreitas 
>>>>> assim, mas
>>>>> julgar quais ruas são "inadequadas" e classificá-las como living 
>>>>> street é
>>>>> totalmente impróprio. Se eu mapeasse Porto Alegre, a Barão do 
>>>>> Amazonas seria
>>>>> tertiary.
>>>>> 
> 
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