[Talk-br] Dúvida sobre favelas (aglomerados subnormais)

Paulo Carvalho paulo.r.m.carvalho em gmail.com
Domingo Maio 18 13:05:53 UTC 2014


Em 18 de maio de 2014 01:26, Fernando Trebien
<fernando.trebien em gmail.com>escreveu:

> "observando a densidade e o tamanho dos "quadradinhos" no mapa"
>
> Foi exatamente esse o critério que eu usei pra refinar os contornos
> dos aglomerados aqui de Porto Alegre (e isso foi baseado no trabalho
> feito por um economista, que parece ter adotado um critério similar,
> embora não tenha descrito com todas a letras). Só não fiz assim nas
> raras exceções onde a transição do aglomerado para o seu entorno é
> gradual e pouco clara. Nesses casos, o contorno exato não importa
> muito, importa mais o formato aproximado da região.
>
> Dois fatores razoavelmente objetivos que vêm à mente na hora de
> descrever essas regiões, que não me parecem discriminatórias, e que
> poderiam se aplicar a outras situações:
> - grau de organização geométrica das moradias (são dispostas de forma
> regular, formando ângulos retos, ou não?)
> - facilidade de acesso (as ruas são largas, com calçadas, bem
> pavimentadas? a maioria das moradias tem entrada pela rua principal ou
> por passagens estreitas?)
>

Algumas comunidades como a Vila do João, Cidade de Deus e Vila das Pedras
foram loteamentos organizados pelo governo e entregues à população.  Do
alto parecem bairros organizados, com lotes isométricos, ruas largas e
ordenadas com automóveis estacionados ao longo:
https://www.google.com.br/maps/@-22.8675933,-43.2361388,282m/data=!3m1!1e3 .
Porém o uso predominante de telhas de amianto nos puxadinhos e as lajes
descobertas usadas como terraço conferem um tom acinzentado característico
a essas áreas que permite a distinção para quem não conhece as favelas do
Rio.

Há comunidades ainda, como a Cidade Alta, que parecem condomínios de
prédios, mas são lugares muito perigosos:
https://www.google.com.br/maps/@-22.8185786,-43.2933162,456m/data=!3m1!1e3

Creio que deva existir um meio de mapear as favelas e que elas devam ser
distintas do mapeamento de áreas de risco, podendo coincidir com elas.


>
> A primeira é fácil de observar no chão, especialmente na imagem de
> satélite. A segunda é provavelmente um fator determinante para as
> pessoas que se preocupam com a conveniência do roteamento assistido.
> (Mesmo que todas as favelas fossem seguras, provavelmente motoristas
> gostariam de evitá-las por ser difícil de passar por essas vias.)
>
> Se você comparar o mapa do Rio com os mapas das cidades européias, vai
> notar que praticamente todas as regiões habitadas na Europa estão
> mapeadas com landuse=residential, e que poucas delas têm nome, e
> obviamente não são necessariamente nem propriedades particulares, nem
> regiões carentes. Então, enquanto não há uma descrição bem definida,
> seria possível desenhar áreas residenciais adjacentes às favelas, o
> que as tornaria visualmente indistintas das favelas. Certamente
> podemos definir e até mesmo votar tags para o Brasil, e adotá-las
> mesmo que a comunidade internacional não siga - podemos buscar a
> aprovação depois, e eu acho que o HOT estaria interessado. Num
> primeiro momento, essas tags não seriam visualmente distintas,
> serviriam como "anotação" detalhando landuse=residential, e quando
> tivéssemos uma quantidade substancial de áreas usando as novas tags,
> poderíamos pensar na renderização.
>
> 2014-05-17 22:06 GMT-03:00 Márcio Vinícius Pinheiro
> <marcioviniciusmp em gmail.com>:
> > Galera, estou tentando acompanhar a discussão sobre as favelas, mas não
> tive
> > muito tempo nos últimos dias e não li ainda todas as mensagens.
> >
> > Me interessa muito essa discussão, porque tenho mapeado os logradouros
> das
> > favelas cariocas. Sou urbanista na Prefeitura do Rio e trabalho
> exatamente
> > nas favelas (atualmente estou no Complexo do Alemão e no Complexo do
> > Andaraí). Eu, até o presente momento, tenho me dedicado apenas aos
> > logradouros, não mexi nas delimitações das comunidades exatamente porque
> eu
> > não tinha informações sobre os critérios utilizados nessas delimitações
> no
> > OSM. No Rio, pelo que vi (e pelo que conheço dos mapas da Prefeitura),
> > utilizaram a delimitação e nomenclatura do IPP. Tenho minhas ressalvas
> > quanto às importações que já foram realizadas a partir dos dados do IPP
> sem
> > devida avaliação local (inclusive devo mexer nas delimitações no
> Complexo do
> > Alemão, porque já notei a ausência de algumas delimitações).
> >
> > Eu também acho importante a delimitação das favelas. Há favelas
> violentas,
> > há favelas pacíficas e há favelas pacificadas. Infelizmente, estamos em
> um
> > momento de aparente transição e está difícil dizer qual é a condição de
> cada
> > uma. Porém a dificuldade de delimitação e etiquetagem das favelas vai
> além
> > da questão de segurança. Como foi dito, no Rio, as favelas estão dentro
> da
> > malha urbana, misturando-se com a área formal. Em alguns casos o limite
> da
> > favela (considerando características físicas, urbanísticas e
> arquitetônicas
> > do que entendemos como favela) é bem claro e em outros praticamente não
> > existe (é o caso de muitas áreas no Complexo do Alemão, por exemplo). E,
> > nesse caso, que sentido poderia fazer "delimitar" a favela se o que tem
> ao
> > redor dela também tem cara de favela ou se a própria favela não tem cara
> de
> > favela?
> >
> > No Rio, há uma legislação de zoneamento que classifica as áreas de favela
> > como AEIS (Áreas de Especial Interesse Social), por isso estão
> oficialmente
> > delimitadas, da mesma forma que os bairros. Mas, além do fato de essas
> AEIS
> > não representarem necessariamente comunidades independentes (as dos
> > Complexos do Alemão e do Andaraí, por exemplo não delimitam as
> comunidades
> > individualmente), isso não é o que está no chão, nem necessariamente é um
> > reflexo da realidade (dependendo dos critérios utilizados para a
> > classificação).
> >
> > A outra dificuldade que vejo é a ausência de uma etiqueta específica ou
> mais
> > apropriada no OSM, porque landuse
> > =residential pode ser qualquer área predominantemente residencial
> > (praticamente a cidade inteira poderia ser marcada assim). Eu,
> sinceramente
> > não sei o que pode ser feito a respeito. Talvez, não devêssemos nos
> > preocupar com isso e um dia tenhamos todas as casas mapeadas
> individualmente
> > (coisa que nem a Prefeitura conseguiu até hoje) e o reconhecimento de o
> que
> > é favela e o que não é virá a ser como eu faço hoje: observando a
> densidade
> > e o tamanho dos "quadradinhos" no mapa.
> >
> > A ideia de marcar como "área de risco" ou "violenta" com hazard também
> acho
> > temerária, porque eu que não moro lá, mas estou lá todos os dias já não
> sei
> > dizer direito onde é e onde não é seguro passear, imagino o que
> aconteceria
> > com a possibilidade de qualquer um poder marcar sentado em casa baseado
> em
> > estatísticas (oficiais ou extra-oficiais) ou noticiários da TV. Quanto ao
> > fato de ser uma condição dinâmica, não vejo como crucial. A cidade toda é
> > dinâmica. O problema mesmo está na subjetividade da questão.
> >
> > - - - ·
> > Atenciosamente,
> >
> > Márcio Vinícius Pinheiro
> > http://about.me/Doideira
> >
> >
> > Em 17 de maio de 2014 16:41, Fernando Trebien <
> fernando.trebien em gmail.com>
> > escreveu:
> >
> >> De forma geral (não apenas restrito ao Rio), também acho vantajoso ter
> >> alguma distinção. O problema é definir um critério justo. Se a
> >> segurança pessoal for um dos pontos de maior interesse, algo na linha
> >> da etiqueta hazard=*
> >> (http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Proposed_features/hazard) poderia
> >> ser interessante. Mas daí tem o problema de avaliar a segurança de
> >> forma neutra. E é um daqueles fatores que não "está no chão" e que é,
> >> até certo ponto, meio dinâmico. Talvez essa informação seja mais
> >> adequada a sistemas dinâmicos como o B.O. Coletivo:
> >> http://www.bocoletivo.org/
> >>
> >> (Hm eles bem que podiam tentar usar o OpenStreetMap como plano de
> >> fundo né. Vou mandar uma "carta" pra minha amiga Paula Pinheiro.)
> >>
> >>
> >>
> >> 2014-05-17 16:25 GMT-03:00 Paulo Carvalho <paulo.r.m.carvalho em gmail.com
> >:
> >> > Aqui no Rio distinguir as comunidades e agora ainda as pacificadas é
> >> > importante.  Há ainda as que se tornaram locais turísticos.  Eu mesmo
>> >> > fui
> >> > ao Teleférico do Complexo do Alemão e aproveitei para apreciar uma
> >> > comida
> >> > caseira da cozinha típica brasileira.  O Rio não tem periferia
> >> > propriamente
> >> > dita.  As favelas permeiam o meio urbano plenamente desenvolvido.  É
> uma
> >> > característica dessa cidade.  Os condomínios são coisas diferentes.
> >> > Eles
> >> > basicamente dizem "Fique longe daqui".  Por isso creio que deva haver
> >> > uma
> >> > distinção.  Aqui no Rio temos a tag IPP:codigo_favela.  Mas acho que
> >> > precisamos de algo mais universal para distingui-las.
> >> >
> >> >
> >> > Em 17 de maio de 2014 12:16, Fernando Trebien
> >> > <fernando.trebien em gmail.com>
> >> > escreveu:
> >> >
> >> >> Ah, aproveitando que esse assunto veio à tona, traduzi o artigo sobre
> >> >> a importação:
> >> >>
> >> >>
> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Pt:Import/Catalogue/Brazil_IBGE_Subnormal_Agglomerates
> >> >>
> >> >> Tava esquisito isso ser um artigo sobre o Brasil, sobre um assunto
> tão
> >> >> relevante e tão útil, e estar escrito somente em inglês.
> >> >>
> >> >> 2014-05-17 10:04 GMT-03:00 Roger C. Soares <rogersoares em gmail.com>:
> >> >> > Ok, valeu!
> >> >> >
> >> >> > Atenciosamente,
> >> >> > Roger.
> >> >> >
> >> >> > --
> >> >> > Em 17-05-2014 03:10, Fernando Trebien escreveu:
> >> >> >
> >> >> >> +1 Só via resposta agora. :P
> >> >> >>
> >> >> >> 2014-05-17 1:48 GMT-03:00 Bráulio <brauliobezerra em gmail.com>:
> >> >> >>>
> >> >> >>> Isso, pode alterar para "Favela" se é realmente conhecida por
> isso.
> >> >> >>> Ou
> >> >> >>> muda
> >> >> >>> pra seja lá o que for. Algumas até não terão prefixo algum. Se
> >> >> >>> ninguém
> >> >> >>> chama
> >> >> >>> de Vila, pode substituir e nem precisa colocar no alt_name.
> >> >> >>>
> >> >> >>> Você também pode melhorar os contornos, se for necessário.
> >> >> >>>
> >> >> >>>
> >> >> >>> 2014-05-17 1:32 GMT-03:00 Roger C. Soares <rogersoares em gmail.com
> >:
> >> >> >>>
> >> >> >>>> Qual seria a diferença entre vila e favela? Na importação as
> >> >> >>>> favelas
> >> >> >>>> de
> >> >> >>>> Ribeirão ficaram com nome vila. Aqui agente conhece por favela,
> >> >> >>>> pelo
> >> >> >>>> menos
> >> >> >>>> pra mim vila não remetia a favela, a primeira vez que eu vi isso
> >> >> >>>> foi
> >> >> >>>> em
> >> >> >>>> POA.
> >> >> >>>>
> >> >> >>>> Eu nunca cheguei a mudar pq vila é um nome mais simpático que
> >> >> >>>> favela.
> >> >> >>>> E
> >> >> >>>> como aqui tem a favela do SBT, pq fica do lado do SBT, nunca
> soube
> >> >> >>>> se
> >> >> >>>> seria
> >> >> >>>> um problema com a marca ter uma "Favela do SBT" mapeada.
> >> >> >>>>
> >> >> >>>> Seria melhor alterar os nomes daqui para favela? Ou talvez
> colocar
> >> >> >>>> um
> >> >> >>>> alt_name para achar nas buscas?
> >> >> >>>>
> >> >> >>>> Atenciosamente,
> >> >> >>>> Roger.
> >> >> >>>>
> >> >> >>>> --
> >> >> >>>> Em 17-05-2014 00:41, Fernando Trebien escreveu:
> >> >> >>>>
> >> >> >>>>> A resposta curta: no OSM, não há distinção entre
> >> >> >>>>> vilas/favelas/condomínios/áreas residenciais genéricas. Os
> >> >> >>>>> aglomerados
> >> >> >>>>> eram simplesmente uma fonte fácil de áreas residenciais, com
> nome
> >> >> >>>>> e
> >> >> >>>>> contorno aproximado (que ficou para ser melhorado depois pelos
> >> >> >>>>> mapeadores locais).
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> A resposta longa: obviamente os aglomerados têm características
> >> >> >>>>> especiais. Veja a definição dada pelo IBGE [1]: "[Aglomerado
> >> >> >>>>> subnormal] é o conjunto constituído por 51 ou mais unidades
> >> >> >>>>> habitacionais caracterizadas por ausência de título de
> >> >> >>>>> propriedade e
> >> >> >>>>> pelo menos uma das características abaixo:
> >> >> >>>>> - irregularidade das vias de circulação e do tamanho e forma
> dos
> >> >> >>>>> lotes;
> >> >> >>>>> e/ou
> >> >> >>>>> - carência de serviços públicos essenciais (como coleta de
> lixo,
> >> >> >>>>> rede
> >> >> >>>>> de esgoto, rede de água, energia elétrica e iluminação
> pública)"
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> E a explicação dada logo depois: "Sua existência está
> relacionada
> >> >> >>>>> à
> >> >> >>>>> forte especulação imobiliária e fundiária e ao decorrente
> >> >> >>>>> espraiamento
> >> >> >>>>> territorial do tecido urbano, à carência de infraestruturas as
> >> >> >>>>> mais
> >> >> >>>>> diversas, incluindo de transporte e, por fim, à periferização
> da
> >> >> >>>>> população. Surgem, nesse contexto, como uma resposta de uma
> >> >> >>>>> parcela
> >> >> >>>>> da
> >> >> >>>>> população à necessidade de moradia, e que irá habitar espaços
> >> >> >>>>> menos
> >> >> >>>>> valorizados pelo setor imobiliário e fundiário dispersos pelo
> >> >> >>>>> tecido
> >> >> >>>>> urbano."
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> Por si só, os aglomerados deveriam ser assunto de interesse
> >> >> >>>>> político
> >> >> >>>>> e
> >> >> >>>>> humanitário, e existe uma equipe forte ligada a esse assunto: o
> >> >> >>>>> Humanitarian OSM Team (HOT). Há várias coisas que poderiam ser
> >> >> >>>>> mapeadas dentro dessas áreas e que poderiam motivar discussões
> >> >> >>>>> sobre
> >> >> >>>>> política e auxiliar a população a avaliar a situação e com isso
> >> >> >>>>> cobrar
> >> >> >>>>> melhorias.
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> Dito isso, também é verdade que as regiões mais carentes
> >> >> >>>>> geralmente
> >> >> >>>>> são vítimas de várias circunstâncias negativas, e isso muitas
> >> >> >>>>> vezes
> >> >> >>>>> cria um ambiente propenso ao crime (mas há exceções). Então,
> >> >> >>>>> também
> >> >> >>>>> existe interesse da população em geral (incluindo turistas) em
> >> >> >>>>> saber
> >> >> >>>>> onde ficam essas áreas, por uma questão de segurança pessoal.
> >> >> >>>>> (Imagine
> >> >> >>>>> uma senhora idosa, turista, andando pela cidade, sozinha. Onde
> >> >> >>>>> você
> >> >> >>>>> diria para ela não ir? Vários lugares, mas acho provável que as
> >> >> >>>>> regiões desses aglomerados estivessem na lista.) Esse também
> foi
> >> >> >>>>> algo
> >> >> >>>>> que me motivou a importar os aglomerados, e não acho que seja
> >> >> >>>>> discrimnação e sim a constatação da realidade.
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> Apesar de todas essas diferenças, mesmo não sendo exatamente a
> >> >> >>>>> mesma
> >> >> >>>>> coisa que um condomínio planejado de classe média, eu não
> >> >> >>>>> importei
> >> >> >>>>> os
> >> >> >>>>> aglomerados com qualquer distinção (exceto por um pedido pra
> >> >> >>>>> melhorar
> >> >> >>>>> os contornos e revisar os nomes), e venho mapeando as duas
> coisas
> >> >> >>>>> quase da mesma forma. Aqui em Porto Alegre há inclusive áreas
> que
> >> >> >>>>> num
> >> >> >>>>> passado distante (ali pelos anos 50) foram regiões carentes e
> >> >> >>>>> hoje
> >> >> >>>>> são
> >> >> >>>>> de classe média/média-alta, e são mapeadas exatamente da mesma
> >> >> >>>>> forma
> >> >> >>>>> que as regiões carentes, sem distinção [2]. A única diferença
> >> >> >>>>> clara
> >> >> >>>>> pros condomínios [3] é que eles normalmente têm endereço e
> quase
> >> >> >>>>> sempre também uma cerca ou um muro (barrier=fence ou
> >> >> >>>>> barrier=wall),
> >> >> >>>>> enquanto que as vilas e favelas [4] raramente têm essas coisas
> >> >> >>>>> (algumas às vezes têm muro num lado, mas raramente são
> >> >> >>>>> inteiramente
> >> >> >>>>> cercadas).
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> E esse assunto meio que se mistura ao assunto das living
> streets:
> >> >> >>>>> http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?pid=402053
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> [1]
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>>
> http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480105748802.pdf
> >> >> >>>>> [2] https://www.openstreetmap.org/way/254363256
> >> >> >>>>> [3] https://www.openstreetmap.org/way/254363255
> >> >> >>>>> [4] https://www.openstreetmap.org/way/210604568
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>> 2014-05-16 23:17 GMT-03:00 Raffaello Bruno Limongi Freire
> >> >> >>>>> <raffaellobruno em hotmail.com>:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Hum, foi a partir desse caso de importação do Fernando que
> tive
> >> >> >>>>>> a
> >> >> >>>>>> interpretação errada de que landuse=residential aplicava-se
> >> >> >>>>>> somente
> >> >> >>>>>> a
> >> >> >>>>>> favelas, mesmo achando que não fazia sentido.
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Obrigado pelos exemplos.
> >> >> >>>>>> ________________________________
> >> >> >>>>>> From: openstreetmap em arlindopereira.com
> >> >> >>>>>> Date: Fri, 16 May 2014 20:22:13 -0300
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> To: talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>>>>> Subject: Re: [Talk-br] Dúvida sobre favelas (aglomerados
> >> >> >>>>>> subnormais)
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Então,
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> esse é um questionamento interessante. O wiki diz "An area of
> >> >> >>>>>> land
> >> >> >>>>>> dedicated
> >> >> >>>>>> to, or having predominantly residential houses or apartment
> >> >> >>>>>> buildings."
> >> >> >>>>>> sem
> >> >> >>>>>> especificar o tamanho dessa "area of land". Temos usado
> >> >> >>>>>> landuse=residential
> >> >> >>>>>> para denotar o contorno tanto de condomínios quanto de favelas
> >> >> >>>>>> por
> >> >> >>>>>> entender
> >> >> >>>>>> que essa é uma "área de terra dedicada a, ou predominantemente
> >> >> >>>>>> com
> >> >> >>>>>> casas
> >> >> >>>>>> residenciais e prédios de apartamentos".
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Citando dois exemplos daqui do Rio de Janeiro:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> 1) Vidigal, "favela" na Zona Sul com um visual maravilhoso e
> >> >> >>>>>> vivendo
> >> >> >>>>>> um
> >> >> >>>>>> processo de gentrificação avançada, que potencialmente virará
> >> >> >>>>>> bairro
> >> >> >>>>>> classe
> >> >> >>>>>> média a médio prazo:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> http://www.openstreetmap.org/way/85892154#map=17/-22.99510/-43.24035
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> e
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> 2) Condomínio Barra de Itaúna, um dos muitos condomínios na
> >> >> >>>>>> Barra
> >> >> >>>>>> da
> >> >> >>>>>> Tijuca.
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> http://www.openstreetmap.org/way/279431837#map=18/-22.99979/-43.41825
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Note que esse segundo está ao lado da "A. M. Barra da Tijuca",
> >> >> >>>>>> um
> >> >> >>>>>> dos
> >> >> >>>>>> mais
> >> >> >>>>>> de mil "aglomerados subnormais" no município do Rio de
> Janeiro.
> >> >> >>>>>> Não
> >> >> >>>>>> há
> >> >> >>>>>> diferença alguma na renderização. =)
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Determinadas vezes, devido ao terreno acidentado, algumas
> >> >> >>>>>> comunidades
> >> >> >>>>>> possuem muitas ruas apenas para pedestres (highway=footway) e
> >> >> >>>>>> escadarias
> >> >> >>>>>> (highway=steps). Por exemplo, o Morro da Formiga:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> http://www.openstreetmap.org/way/87101354#map=17/-22.94147/-43.24277
> >> >> >>>>>> Mas
> >> >> >>>>>> note que não há nenhuma tag adicional.
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Tendo o contorno dos quarteirões de alguma fonte (na minha
> >> >> >>>>>> humilde
> >> >> >>>>>> opinião
> >> >> >>>>>> não vale a pena mapear manualmente cada quarteirão), pode-se
> >> >> >>>>>> ainda
> >> >> >>>>>> marcar os
> >> >> >>>>>> quarteirões como landuse=residential, caso não haja
> condomínios
> >> >> >>>>>> separados.
> >> >> >>>>>> Por exemplo, os quarteirões de Copacabana:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> http://www.openstreetmap.org/way/61015459#map=19/-22.96934/-43.18491
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Veja também este link no fórum:
> >> >> >>>>>> http://forum.openstreetmap.org/viewtopic.php?id=21457
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> []s
> >> >> >>>>>> Arlindo Pereira
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> 2014-05-16 19:54 GMT-03:00 Nelson A. de Oliveira
> >> >> >>>>>> <naoliv em gmail.com>:
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> 2014-05-16 19:49 GMT-03:00 Raffaello Bruno Limongi Freire
> >> >> >>>>>> <raffaellobruno em hotmail.com>:
> >> >> >>>>>>>
> >> >> >>>>>>> Salvo engano, foi dito aqui que era para desenhar a área das
> >> >> >>>>>>> favelas
> >> >> >>>>>>> como
> >> >> >>>>>>> landuse=residential. Porém, no wiki
> >> >> >>>>>>> http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Tag:landuse%3Dresidentialé
> >> >> >>>>>>> mencionado
> >> >> >>>>>>> que essa tag é usada para qualquer área predominantemente
> >> >> >>>>>>> residencial.
> >> >> >>>>>>>
> >> >> >>>>>>> Então, como deve ser? Tem alguma tag adicional?
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Uma vez perguntei isso no IRC do OSM e me perguntaram várias
> >> >> >>>>>> coisas:
> >> >> >>>>>> - qual a diferença de uma favela para um lugar "normal"?
> >> >> >>>>>> - qual a necessidade de classificar de forma diferente uma
> >> >> >>>>>> favela?
> >> >> >>>>>> - o que uma favela tem que qualquer outra área residencial não
> >> >> >>>>>> tem?
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> Eu concordei com os questionamentos e me dei por satisfeito
> que
> >> >> >>>>>> uma
> >> >> >>>>>> favela é apenas uma área residencial assim como qualquer
> outra.
> >> >> >>>>>> Não acho que, por causa de renda ou condição de moradia ou
> >> >> >>>>>> qualquer
> >> >> >>>>>> outro critério, seja necessário classificar de forma
> diferente.
> >> >> >>>>>> É
> >> >> >>>>>> discriminatório, de certa forma.
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> _______________________________________________
> >> >> >>>>>> Talk-br mailing list
> >> >> >>>>>> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> _______________________________________________ Talk-br
> mailing
> >> >> >>>>>> list
> >> >> >>>>>> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>> _______________________________________________
> >> >> >>>>>> Talk-br mailing list
> >> >> >>>>>> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>>>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >> >>>>>>
> >> >> >>>>>
> >> >> >>>>
> >> >> >>>> _______________________________________________
> >> >> >>>> Talk-br mailing list
> >> >> >>>> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >> >>>
> >> >> >>>
> >> >> >>>
> >> >> >>> _______________________________________________
> >> >> >>> Talk-br mailing list
> >> >> >>> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> >>> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >> >>>
> >> >> >>
> >> >> >>
> >> >> >
> >> >> >
> >> >> > _______________________________________________
> >> >> > Talk-br mailing list
> >> >> > Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >>
> >> >>
> >> >>
> >> >> --
> >> >> Fernando Trebien
> >> >> +55 (51) 9962-5409
> >> >>
> >> >> "Nullius in verba."
> >> >>
> >> >> _______________________________________________
> >> >> Talk-br mailing list
> >> >> Talk-br em openstreetmap.org
> >> >> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >> >
> >> >
> >> >
> >> > _______________________________________________
> >> > Talk-br mailing list
> >> > Talk-br em openstreetmap.org
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> >> >
> >>
> >>
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> >> --
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> >> "Nullius in verba."
> >>
> >> _______________________________________________
> >> Talk-br mailing list
> >> Talk-br em openstreetmap.org
> >> https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
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> >
> >
> > _______________________________________________
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> > Talk-br em openstreetmap.org
> > https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
> >
>
>
>
> --
> Fernando Trebien
> +55 (51) 9962-5409
>
> "Nullius in verba."
>
> _______________________________________________
> Talk-br mailing list
> Talk-br em openstreetmap.org
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